Labirinto vazio: as personagens de ‘Aquidauana’, conto de Mauro Pinheiro

Eldes Ferreira Lima

Resumo


Para muitos críticos, a metaficção representa o fim do romance e do seu universo mimético. Ao expor suas estruturas e artifícios, a narração perderia sua verdade ficcional e se tornaria estéril. Narrador, personagens e espaço seriam dissecados à luz da própria na narrativa e não mais em seus bastidores. Apesar de se autorreferenciar, a metaficção também oculta que é uma estratégia ficcional. Ou seja, expor ou não seu arcabouço interno é um ato consciente do narrador e almeja determinados efeitos. Uma narração que se revela, esconde outra que dosa obsessivamente o que será revelado. Este artigo se propõe à análise da metaficção proposta por Mauro Pinheiro no conto ‘Aquidauana’, onde as personagens descobrem seu autor transitando na trama e tentam matá-lo para escapar de seus desígnios. Contudo, ignoram a existência do narrador e de suas artimanhas fatais.

 


Palavras-chave


Aquidauana e outras histórias sem rumo; Aquidauana; metaficção; personagens.

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Referências


Este artigo foi apresentado como uma comunicação individual ao VI - Encontro de Estudos Literários.




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ISSN 2179-4456

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