BIOMASSA E ATIVIDADE MICROBIANA EM SOLOS SOB DIFERENTES SISTEMAS DE CULTIVO NO VALE DO SÃO FRANCISCO
DOI:
https://doi.org/10.32404/rean.v13i1.9361Palavras-chave:
Bioindicadores, Manejo de solo, Microbiologia do soloResumo
O manejo inadequado do solo pode intensificar a degradação e alterar sua estrutura, proporcionando um aumento significativo na emissão de gases, afetando principalmente a dinâmica de emissão de CO2.Além disso, favorece o aumento da taxa de mineralização da matéria orgânica do solo e a redução de microrganismos que atuam como indicadores biológicos. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar as alterações na biomassa e na atividade microbiana do solo decorrentes da implantação da viticultura, mangicultura e culturas forrageiras em áreas do Bioma Caatinga. O experimento foi conduzido em Petrolina-PE. As amostras de solo foram coletadas nas profundidades de 0-5 e 5-10 cm, em áreas cultivadas com videira (em diferentes fases fenológicas), mangueira, capim-elefante e caatinga nativa. Foram analisados: pH, P, K⁺, Na⁺, Ca++, Mg++, carbonoorgânico total (COT), densidade do solo, densidade de partículas, porosidade total, carbono da biomassa microbiana (CBM), respiração basal e quociente metabólico. As propriedades químicas e biológicas do solo são afetadas pela remoção da vegetação natural. As áreas manejadas apresentaram elevadas emissões de CO2por unidade de biomassa microbiana do solo (BMS), favorecendo grandes perdas de carbono. A fase fenológica da videira em que a massa foliar é reduzida influenciou a BMS.
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