ADUBAÇÃO COM BORO NO CRESCIMENTO DE MUDAS DE MOGNO-AFRICANO

Authors

  • Matheus da Silva Araújo Universidade de Brasília - UnB http://orcid.org/0000-0001-8826-4307
  • Marcela Amaral de Melo Instituto Federal Goiano - IFG
  • Bárbara Elias Reis Hodecker União Pioneira de Integração Social - UPIS
  • Vitor Corrêa de Mattos Barretto Universidade Estadual Paulista - Unesp
  • Ednaldo Cândido Rocha Universidade Estadual de Goiás - UEG

DOI:

https://doi.org/10.32404/rean.v4i5.2183

Abstract

Em razão da escassez de informações sobre adubação em mogno-africano, no presente estudo, objetivou-se avaliar a adubação com boro (B) no crescimento inicial de mudas de mogno-africano (Khaya senegalensis A. Juss). O experimento foi realizado em estufa, em recipientes de plástico com capacidade de 7 dm3 e utilizado como substrato solo Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado, com cinco tratamentos e seis repetições. Os tratamentos foram constituídos de cinco doses de B (0; 0,5;1,0; 2,0 e 4,0 mg dm-3), utilizando-se o ácido bórico como fonte. Aos 150 dias após o transplantio foram analisados a altura da planta, o diâmetro do coleto, o número de folíolos e a matéria seca de folhas, caule e raiz. As plantas submetidas às menores doses de B (0 a 1 mg dm-3) apresentaram os maiores índices de crescimento para todas as variáveis analisadas. Por outro lado, as maiores doses de B utilizadas (2 e 4 mg dm-3) afetaram negativamente o desenvolvimento das plantas, indicando fitotoxidade desse micronutriente quando utilizado em doses elevadas. Assim, para o crescimento inicial de mudas de mogno-africano na condição estudada, em que o substrato contenha teores de B de cerca de 0,19 mg dm-3, não é necessária a aplicação de boro via fertilizantes.

Author Biographies

Matheus da Silva Araújo, Universidade de Brasília - UnB

Engenheiro Florestal pela Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Ipameri, Goiás (2015). Atualmente é discente matriculado no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências Florestais pela Universidade de Brasília (UnB), Câmpus Darcy Ribeiro. Tem experiência na área de Engenharia Florestal e Recursos Florestais com ênfase em Solos, Nutrição de Plantas, Silvicultura (Cultura do Mogno-africano), Fertilização Florestal e Inventário Florestal.

Marcela Amaral de Melo, Instituto Federal Goiano - IFG

Mestranda em Conservação dos Recursos Naturais do Cerrado pelo Instituto Federal Goiano, no Campus Urutaí, Goiás. Onde atualmente desenvolve estudos na composição florística e estrutural da comunidade arbórea em fragmentos do Cerrado. Graduada em Engenharia Florestal pela Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Ipameri, Goiás (2016). Onde desenvolveu projetos na área de solos (atividade microbiana do solo).Tem experiência na área de Engenharia Florestal e Recursos Florestais com ênfase em Silvicultura, Fertilização Florestal, Sementes Florestais e Heveicultura. 

Bárbara Elias Reis Hodecker, União Pioneira de Integração Social - UPIS

Possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Viçosa, mestrado e doutorado em Agronomia (Solos e Nutrição de Plantas) pela Universidade Federal de Viçosa. Executou parte de sua tese na University of Sydney, Austrália. Possui experiência em tolerância à seca por genótipos de eucalipto, nutrição bórica, fisiologia molecular vegetal e solos e nutrição de plantas. Vem desenvolvendo projetos em parceria com empresas do setor florestal brasileiro. Atualmente é Docente e Coordenadora de Avaliação e Qualidade do Curso de Agronomia da União Pioneira de Integração Social (UPIS) e Professora Colaboradora no Curso de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UnB).

Vitor Corrêa de Mattos Barretto, Universidade Estadual Paulista - Unesp

Professor Assistente Doutor na Faculdade de Ciências Agrárias e Tecnológicas (FCAT) - UNESP, Campus de Dracena. Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal de Lavras. Possui mestrado e doutorado em Produção Vegetal pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias - UNESP, Campus de Jaboticabal. É especialista em Gestão Ambiental pela UFSCar. Tem experiência em Nutrição e Fertilização Florestal (Eucalipto e mogno-africano), Reflorestamento e Recomposição Florestal, Produção de mudas nativas e exóticas e Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF).

Ednaldo Cândido Rocha, Universidade Estadual de Goiás - UEG

Possui graduação em Ciências Biológicas pela UNEMAT, mestrado e doutorado em Ciência Florestal (área de concentração: Meio ambiente e conservação da natureza) pela Universidade Federal de Viçosa. Atualmente, é Docente de Ensino Superior (DES IV, Nível II) vinculado à Universidade Estadual de Goiás (Câmpus Ipameri), onde ministra aulas nos cursos de graduação e no Mestrado em Produção Vegetal. Além disto, é Docente no Mestrado profissional em Conservação de Recursos Naturais do Cerrado do Instituto Federal Goiano (Câmpus Urutaí). Tem experiência na área de Ecologia e Conservação de Recursos Naturais, com ênfase em mastozoologia e efeitos de fragmentação de habitat. Além disto, tem interesse em Avaliação de Impacto Ambiental e Unidades de Conservação. E-mail: ednaldo.rocha@ueg.br

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Published

20/12/2017

How to Cite

Araújo, M. da S., Melo, M. A. de, Hodecker, B. E. R., Barretto, V. C. de M., & Rocha, E. C. (2017). ADUBAÇÃO COM BORO NO CRESCIMENTO DE MUDAS DE MOGNO-AFRICANO. REVISTA DE AGRICULTURA NEOTROPICAL, 4(5), 1–7. https://doi.org/10.32404/rean.v4i5.2183

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