EDUCAÇÃO INTEGRAL, GESTÃO INTERSETORIAL E POLÍTICAS EDUCACIONAIS: REFLEXÕES A PARTIR DA PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL

Evelyn Fernanda da Silva Braga, Lucilene Damacena Pereira, Soraya Cunha Couto Vital

Resumo


Este artigo provém dos estudos para realização da pesquisa "Políticas Educacionais e Formação: Produção, Projetos e Ações de Educação e Psicologia" e tem como principal objetivo propor reflexões acerca da interlocução entre políticas de gestão intersetorial, a proposta de educação integral do Programa Mais Educação e a Psicologia Histórico-Cultural. Para tanto, parte de estudos preliminares a respeito de políticas educacionais brasileiras relacionadas à intersetorialidade. O referencial teórico da Teoria Histórico-cultural direciona a proposição da pesquisa e embasa a análise. Como resultado, destaca-se que as ações relacionadas à intersetorialidade têm sido usadas como estratégia de gestão educativa mais afinada ao desafio de implementar educação integral nos dias de hoje e que compreendê-la é potencializar a participação de pessoas, instituições, associações, grupos comunitários, voluntários e demais setores da sociedade para viabilizar ações escolares e políticas públicas no contexto de uma educação total, entendida como a que promove o desenvolvimento integral do sujeito.


Palavras-chave


Políticas Educacionais. Intersetorialidade. Educação Integral.

Texto completo:

PDF

Referências


BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em 04 de julho de 2015.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Série Mais Educação. Educação Integral: texto referência para o debate nacional, p. 15 – 20. Brasília, 2009.

________. Programa Mais Educação: Gestão Intersetorial no Território. Série Mais Educação. 1º edição. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, Brasília, 2009.

CARVALHO, M. do C. B. de. O lugar da educação integral na política social. Cadernos Cenpec. Nova série, v. 1, n. 2, 2006.

CENPEC. Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária. Múltiplos lugares para aprender. Cenpec, SP: Cenpec/ Fundação Itaú Social/ Unicef, 2003.

FERREIRA, E. da S. Intersetorialidade e Políticas Públicas. In: BRASIL. Educação Integral e Intersetorialidade. Salto para o Futuro. TV Escola. Secretaria de Educação a Distância. Ministério da Educação. Ano 19, n. 13, out. 2009.

GADOTTI, M. Concepção dialética da educação: um estudo introdutório. São Paulo: Cortez, 2001.

GONÇALVES, Antônio Sérgio. Reflexões sobre educação integral e escola de tempo integral. Cadernos Cenpec | Nova série, [S.l.], v. 1, n. 2, Ago. 2006. ISSN 2237-9983. Disponível:. Acesso em: 27 Ago. 2015.

GOUVEIA, M. J. A. Intersetorialidade e a contemporaneidade. In: BRASIL. Educação Integral e Intersetorialidade. Salto para o Futuro. TV Escola. Secretaria de Educação a Distância. Ministério da Educação. Ano 19, n. 13, out. 2009.

JUNQUEIRA, L.A. P; INOJOSA, R. M. e KOMATSU, S. Descentralização e Intersetorialidade na Gestão Pública Municipal no Brasil: a experiência de Fortaleza. Trabalho apresentado no XI Concurso de Ensayos del CLAD “El Tránsito de la Cultura Burocrática al Modelo de la Gerencia Pública: Perspectivas, Posibilidades y Limitaciones”. Caracas, 1997. Disponível em: http://unpan1.un.org/intradoc/groups/public/documents/CLAD/UNPAN003743.pdf. Acesso em 28 de agosto de 2015.

LECLERC, G. de F. E.; MOLL, Jaqueline. Programa Mais Educação: avanços e desafios para uma estratégia indutora de Educação Integral em Tempo Integral. Educar em Revista. Editora UFPR. Curitiba, 2012. Disponível em: . Acesso em: 05 outubro de 2016.

MARTINEZ, A. M. Psicologia Educacional e Escolar: compromissos com a educação brasileira. Psicologia Escolar e Educacional, vol.13, n.1. Campinas Jan./Jun., 2009.

MOLL, J. A agenda da educação integral: compromisso para a sua consolidação como política pública. In: MOLL, Jaqueline et al. Caminhos da Educação Integral no Brasil: direitos a outros tempos e espaços educativos. Porto Alegre: Penso, 2012.

REGO, T. C. A origem da singularidade do ser humano: a análise das hipóteses dos educadores à luz da perspectiva de Vygotsky. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Educação da USP, 1994.

SILVA, J. A. de A. da; SILVA, K. N. P. Educação Integral no Brasil de Hoje. Curitiba: CRV, 2012.

SILVA, K. A. C. P. C. da. A Formação de Professores para a Educação Integral na Escola de Tempo Integral: Impasses e Desafios. In: ROSA, S. V. L.; BRANDÃO, A. A. et al (Orgs.) Educação Integral e Escola Pública de Tempo Integral: formação de professores, currículo e trabalho pedagógico. Goiânia: Gráfica e Editora América, 2014.

URT, S. da C. A Educação Integral e o Sujeito Integral: Repensando possibilidades de articulação entre Psicologia e Educação. UFMS, 2015.

VYGOTSKY, L. S. A Formação Social da Mente, o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 1988.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2018 GEOFRONTER

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Sem derivações 4.0 Internacional.