DE GEOLOGIA RICA À DESIGUALDADE SOCIAL
garimpagem em Centro Novo do Maranhão e seus reflexos em Maracaçumé, Amazônia Maranhense
DOI:
https://doi.org/10.61389/geofronter.v12.10219Palavras-chave:
Recursos minerais, Degradação ambiental, Impactos socioambientais, Amazônia Maranhense, Qualidade de vidaResumo
A atividade garimpeira na Amazônia Maranhense modela territórios e a econômica de munícipios do oeste do estado como Maracaçumé e Centro Novo do Maranhão. Essa prática também incita grandes desigualdades sociais. Pois, a abundância de atributos minerais não se traduz em desenvolvimento para as populações locais, que permanecem à margem dos benefícios econômicos. Faz-se necessário compreender por que no subsolo há possibilidades de riqueza, e a superfície reproduz condições de vida precárias. Esse trabalho organiza-se a partir do método dialético, desenvolve-se por meio de revisão bibliográfica integrativa e pesquisa de campo com aplicação de questionários junto a garimpeiros em Chega Tudo e Cipoeiro, localidades de Centro Novo do Maranhão, bem como com entrevistas com ex-garimpeiros residentes na sede do município de Maracaçumé. Na perspectiva de compreender a relação entre a garimpagem e a qualidade de vida, tendo também como parâmetro norteador o IDHM apresentado pelos dois municípios. Pode-se compreender que tanto garimpeiros atuantes na região de Centro Novo do Maranhão, como ex-garimpeiros moradores do município de Maracaçumé, buscam a melhoria das condições econômicos de suas famílias, mesmo que de forma insalubre, por falta de oportunidade em outras atividades econômicas, e por apresentarem baixa escolaridade. Pode-se também observar que a maioria dos trabalhadores das áreas de garimpos são do sexo masculino. O presente estudo torna-se relevante não só por apresentar a dinâmica dessas áreas, como também, por suprir a necessidade de literatura referente a essa região em específico.
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