TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E A (DES)IGUALDADE REGIONAL NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.61389/geofronter.v12.10241Palavras-chave:
Justiça energética, Energia, Matriz elétricaResumo
O presente artigo tem por objetivo analisar a transição energética no Brasil, destacando o avanço das fontes renováveis e as implicações territoriais desse processo. A partir de uma perspectiva crítica, discute-se como a expansão das fontes renováveis, embora impulsione a sustentabilidade, reproduz desigualdades regionais. O Nordeste emerge como principal polo de geração renovável, mas a maior parte da energia produzida destina-se ao consumo das regiões Sul e Sudeste, perpetuando relações de dependência e assimetrias históricas. Dessa forma, a transição energética, sem incorporar princípios de justiça energética e equidade territorial, tende a reforçar a centralização econômica e o desequilíbrio regional.
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