Sobre a Revista

Foco e Escopo

A REVELL – Revista de Estudos Literários da UEMS é um periódico científico de acesso aberto, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), dedicado à publicação de pesquisas originais e inéditas no campo dos Estudos Literários.

A revista se orienta por uma compreensão da literatura como prática cultural e discursiva historicamente situada, acolhendo trabalhos que contribuam para o avanço crítico das seguintes áreas:

  • Teoria Literária
  • Crítica Literária
  • Literatura Comparada
  • Estudos Culturais e Interartes
  • Literatura Brasileira, Latino-Americana e outras literaturas nacionais

São particularmente valorizadas abordagens que articulem literatura e questões contemporâneas, tais como memória, violência, colonialidade, gênero, identidade, estética e política.

Desde 2020, a REVELL publica prioritariamente Dossiês Temáticos organizados por especialistas, garantindo coerência editorial, aprofundamento crítico e internacionalização do debate científico.

 

Processo de Avaliação pelos Pares

A REVELL estrutura seu processo editorial a partir de um compromisso inegociável com a integridade científica, a transparência procedimental e a qualificação rigorosa da produção acadêmica. Nesse horizonte, adota o sistema de avaliação por pares duplo-cega (double blind peer review), assegurando o anonimato recíproco entre autoras(es) e pareceristas, não como mero protocolo formal, mas como condição epistemológica de equidade, que busca mitigar vieses institucionais, hierárquicos e geopolíticos que historicamente atravessam a circulação do saber nas humanidades.

O fluxo editorial organiza-se em etapas sucessivas e interdependentes, que visam não apenas à filtragem técnica dos manuscritos, mas sobretudo à sua inserção qualificada no debate crítico contemporâneo:

  1. Triagem editorial inicial
    Realiza-se uma leitura preliminar, de natureza avaliativa e não meramente administrativa, com o objetivo de verificar a aderência do manuscrito ao escopo da revista, às suas linhas editoriais e às normas de submissão. Trata-se, aqui, de um primeiro gesto de enquadramento epistemológico: não se trata apenas de “aceitar” ou “recusar” um texto, mas de situá-lo — ou não — no interior de um campo de interlocução específico.
  2. Avaliação técnica
    Nesta etapa, procede-se à verificação da anonimização do manuscrito, à conferência da conformidade formal (normas, referências, estrutura) e à integridade do texto. Mais do que uma checagem protocolar, trata-se de assegurar que o manuscrito esteja em condições de circular criticamente, isto é, de ser lido como produção científica e não como rascunho ou texto em estado preliminar.
  3. Avaliação por pares
    Os manuscritos aprovados nas etapas anteriores são encaminhados a, no mínimo, dois pareceristas externos e independentes, especialistas na área. A escolha dos avaliadores observa critérios de competência acadêmica, afinidade temática e ausência de conflito de interesses, de modo a garantir não apenas a legitimidade do parecer, mas a sua densidade crítica.
  4. Emissão de pareceres
    Os avaliadores são convidados a produzir pareceres circunstanciados, que ultrapassem a lógica meramente classificatória e se constituam como intervenções críticas no texto. As recomendações possíveis são:
  • aceitação;
  • aceitação com revisões;
  • rejeição.

Mais do que veredictos, os pareceres são compreendidos como parte do processo de qualificação do manuscrito, operando como instâncias de diálogo acadêmico.

  1. Avaliação adicional (quando necessária)
    Nos casos em que há divergência substancial entre os pareceres, a editoria aciona um terceiro avaliador, garantindo, assim, maior equilíbrio decisório e evitando arbitrariedades decorrentes de leituras isoladas.
  2. Decisão editorial final
    A decisão final é de responsabilidade da editoria, que a fundamenta a partir dos pareceres recebidos e dos critérios científicos da revista. Trata-se de um momento de síntese crítica, em que se ponderam não apenas as recomendações dos avaliadores, mas a contribuição efetiva do manuscrito para o campo.

Critérios de avaliação
Os manuscritos são analisados à luz de parâmetros que articulam rigor e relevância, dentre os quais se destacam:

  • originalidade da abordagem;
  • relevância científica e inserção no debate contemporâneo;
  • consistência teórico-metodológica;
  • contribuição efetiva ao campo dos estudos literários.

Tempo médio de avaliação
O processo editorial da REVELL apresenta um tempo médio de tramitação entre 3 e 8 meses, intervalo que reflete não morosidade, mas o investimento em uma avaliação qualificada, criteriosa e eticamente comprometida com a produção do conhecimento.

 

Periodicidade

Periodicidade Semestral (2010-2017) - janeiro-junho; julio-dezembro.

Periodicidade Quadrimestral (a partir de 2018) - janeiro-abril; maio-agosto; setembro-dezembro

 

Política de Acesso Livre

A REVELL é um periódico de acesso aberto imediato, sem período de embargo.

Todo o conteúdo está disponível gratuitamente, permitindo:

  • leitura
  • download
  • distribuição
  • reutilização

desde que respeitados os termos da licença Creative Commons adotada.

A política editorial está em conformidade com a Budapest Open Access Initiative (BOAI).

 

Política de Retratação

A REVELL está empenhada em defender a integridade da literatura e publica Errata, Expressões de Preocupações ou Avisos de Retração dependentes da situação e de acordo com as Diretrizes de Retração do COPE.

O mecanismo de retratação segue as Diretrizes de Retratação da Comissão de Ética em Publicação (COPE) que podem ser acessadas em COPE - Retratction Guidelines

 

Taxas para submissão e publicação de textos

A REVELL afirma, de maneira inequívoca, uma posição política e epistemológica no campo da comunicação científica ao adotar o modelo Diamond Open Access, isto é, um regime de acesso aberto que não transfere aos autores os custos da publicação. Em um cenário global cada vez mais tensionado pela mercantilização do conhecimento, a revista inscreve-se deliberadamente em uma lógica contra-hegemônica, na qual a circulação do saber não se subordina à capacidade de pagamento, mas à relevância intelectual e à consistência crítica dos trabalhos submetidos.

Nesse sentido, a REVELL não cobra quaisquer taxas em nenhuma etapa do processo editorial:

  • não há cobrança de taxa de submissão;
  • não há cobrança de taxa de avaliação;
  • não há cobrança de taxa de publicação (Article Processing Charges – APC).

A adoção do modelo Diamond Open Access não constitui apenas uma escolha administrativa, mas um posicionamento ético diante das desigualdades estruturais que atravessam a produção científica, especialmente em contextos periféricos e latino-americanos. Ao eliminar barreiras econômicas tanto para autores quanto para leitores, a revista contribui para a democratização efetiva do acesso ao conhecimento, ampliando as possibilidades de participação de pesquisadoras(es) de diferentes regiões, instituições e condições materiais.

Essa política editorial reafirma o compromisso da REVELL com uma ciência pública, aberta e socialmente comprometida, na qual o valor de um texto não se mede por sua capacidade de financiamento, mas por sua potência crítica, sua inserção no debate contemporâneo e sua contribuição efetiva ao campo dos estudos literários.

 
 

 

Licenciamento

Os artigos publicados na REVELL são licenciados sob:

Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0)

Essa licença permite:

  • compartilhamento
  • adaptação
  • uso comercial

com atribuição de autoria e indicação da publicação original.

 

Práticas Éticas

A REVELL estrutura sua política de ética e boas práticas editoriais a partir de uma compreensão ampliada da integridade científica, entendida não apenas como um conjunto de normas a serem cumpridas, mas como uma posição ética diante da produção, circulação e legitimação do conhecimento. Nesse sentido, a revista alinha-se às diretrizes do Committee on Publication Ethics (COPE), incorporando padrões internacionais que orientam a conduta de autores, editores e pareceristas em todas as etapas do processo editorial.

Mais do que um protocolo, trata-se de um compromisso ativo com a transparência, a responsabilidade e a rastreabilidade das práticas acadêmicas, especialmente em um campo — o das humanidades — historicamente atravessado por assimetrias de poder, disputas de legitimidade e regimes de validação nem sempre explícitos.

Nesse horizonte, a REVELL estabelece como práticas absolutamente inaceitáveis:

  • plágio e autoplágio, compreendidos como apropriação indevida de ideias, textos ou resultados, ainda que provenientes do próprio autor, quando reapresentados sem a devida indicação;
  • submissão simultânea, isto é, o envio do mesmo manuscrito a mais de um periódico de forma concomitante, violando os princípios de exclusividade e respeito ao trabalho editorial;
  • fabricação, falsificação ou manipulação de dados, prática que compromete não apenas o texto em questão, mas a própria confiabilidade do campo científico.

Todos os manuscritos submetidos à revista passam por verificação de similaridade, por meio de ferramentas especializadas, não como mecanismo punitivo, mas como etapa preventiva de garantia da originalidade e da integridade textual. Esse procedimento integra uma política mais ampla de vigilância ética, que busca preservar a credibilidade da publicação e a confiança da comunidade acadêmica.

A revista também explicita, de forma inequívoca, as responsabilidades de cada um dos agentes envolvidos no processo editorial:

Autores devem assegurar a originalidade do manuscrito, a correta atribuição de autoria, a transparência na utilização de fontes e dados, bem como o respeito às normas éticas e às diretrizes da revista. Espera-se, ainda, que respondam de forma diligente às solicitações editoriais e aos pareceres recebidos.

Editores são responsáveis por conduzir o processo editorial com imparcialidade, confidencialidade e rigor científico, tomando decisões fundamentadas exclusivamente no mérito acadêmico dos manuscritos, sem discriminação de qualquer natureza. Cabe-lhes, ainda, zelar pelo cumprimento das normas éticas e atuar de forma proativa diante de suspeitas de má conduta.

Pareceristas devem realizar avaliações críticas, fundamentadas e respeitosas, mantendo o sigilo sobre os manuscritos analisados e declarando eventuais conflitos de interesse. Sua atuação não se reduz a um julgamento, mas constitui uma intervenção qualificada no processo de construção do conhecimento.

Assim, a política ética da REVELL não se limita à normatização de condutas, mas se inscreve como uma prática contínua de responsabilidade coletiva, na qual cada etapa do processo editorial se configura como espaço de vigilância crítica, compromisso intelectual e defesa intransigente da qualidade científica.

Conflito de Interesses
Instruções sobre os Conflito de Interesses

  • Devem ser comunicados não apenas pelos autores, mas por todos os envolvidos no processo editorial de um manuscrito.
  • Os editores devem evitar tomar decisões sobre manuscritos que conflitam com seus próprios interesses, tais como os submetidos por autores de seu departamento ou colaboradores de pesquisa.
  • Considerando a possibilidade de conflitos de interesse, o periódico não publica artigos de autoria dos próprios editores da revista.
  • Se os editores adjuntos tiverem um conflito de interesse, devem delegar a tomada de decisão para outros editores.
  • Pareceristas devem considerar qualquer tipo de conflito de interesse antes de avaliar o manuscrito. Relações de trabalho com o autor devem ser consideradas (e.g. participar ou ter participado de projeto de pesquisa; manter ou ter mantido colaboração científica com grupos de pesquisa; ter relação de orientação com o autor; ter interesse financeiro com o projeto envolvido no manuscrito).

 

Detecção de Plágio

A REVELL assume a detecção de similaridade como parte indissociável de sua política de integridade científica, compreendendo que a originalidade não é apenas um requisito formal, mas o fundamento mesmo da produção de conhecimento nas humanidades. Nesse sentido, a verificação de plágio é tratada não como um procedimento mecânico, mas como um dispositivo crítico de garantia da autenticidade intelectual dos manuscritos submetidos.

Todos os textos recebidos pela revista são submetidos a processos sistemáticos de análise por softwares especializados, dentre os quais se destacam:

  • o Turnitin, amplamente reconhecido em âmbito internacional pela robustez de seus bancos de dados e pela precisão na identificação de similaridades textuais;
  • o CopySpider, ferramenta de uso consolidado no contexto acadêmico brasileiro;
  • o Plagius, que permite a detecção comparativa de trechos potencialmente coincidentes com outras fontes disponíveis na web e em bases indexadas.

A utilização combinada dessas ferramentas possibilita uma leitura técnica ampliada do manuscrito, identificando não apenas coincidências literais, mas também padrões de reaproveitamento indevido de conteúdo.

Importa destacar que a presença de similaridade não é, por si só, automaticamente interpretada como má conduta; cabe à editoria proceder a uma análise qualitativa dos relatórios gerados, distinguindo entre usos legítimos (citações devidamente referenciadas, intertextualidades reconhecidas) e práticas que configuram infração ética.

Entretanto, uma vez constatado o plágio ou o autoplágio em níveis incompatíveis com os padrões acadêmicos, a REVELL adota uma postura inequívoca: a rejeição imediata da submissão, podendo, em casos mais graves, comunicar a ocorrência às instituições de vínculo das(os) autoras(es).

Desse modo, a política de detecção de plágio da revista não se limita à identificação de irregularidades, mas se inscreve como uma prática ativa de defesa da integridade do campo científico, reafirmando que a circulação do conhecimento deve estar ancorada na responsabilidade autoral, na transparência e no rigor intelectual.

 
 

 

Política de Preservação Digital

REVELL compreende a preservação digital não como uma etapa acessória do processo editorial, mas como uma dimensão constitutiva da própria responsabilidade científica de um periódico. Garantir o acesso contínuo, estável e confiável aos conteúdos publicados significa, em última instância, assegurar a permanência do debate crítico no tempo, evitando que a produção intelectual se perca na volatilidade técnica que marca o ambiente digital contemporâneo.

Nesse sentido, a revista adota práticas institucionais de salvaguarda que visam à integridade, à disponibilidade e à rastreabilidade de seus arquivos. Atualmente, o periódico:

  • encontra-se hospedado no Portal de Periódicos da UEMS, o que assegura inserção em uma infraestrutura institucional estável e monitorada;
  • realiza backups regulares, garantindo a redundância dos dados e a possibilidade de recuperação em casos de falhas técnicas ou incidentes.

Todavia, a política de preservação digital da REVELL não se limita a mecanismos locais de armazenamento. Em consonância com os padrões internacionais de arquivamento e preservação de periódicos científicos, a revista projeta a ampliação de sua infraestrutura por meio da integração a redes distribuídas de preservação, tais como:

  • o PKP Preservation Network (PKP PN), que oferece um sistema de arquivamento automatizado para periódicos que utilizam o OJS, garantindo cópias seguras e distribuídas dos conteúdos;
  • o LOCKSS (Lots of Copies Keep Stuff Safe), modelo amplamente reconhecido internacionalmente, baseado na replicação descentralizada de arquivos digitais em múltiplas instituições.

Ao orientar-se por essas práticas, a REVELL alinha-se a uma concepção de preservação que ultrapassa a lógica do armazenamento e se inscreve em uma política ativa de memória científica. Preservar, aqui, é garantir que os textos continuem a existir como interlocutores no tempo, disponíveis para leitura, citação e reinterpretação, assegurando, assim, a continuidade e a historicidade do campo dos estudos literários.

 

Histórico do periódico

A REVELL nasce em 2010 de um esforço dos então recém criados cursos de Letras da Unidade de Campo Grande da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. A criação da Revista advem da parceria entre os Grupos de Pesquisa Historiografia literária, cânone e ensino, então sediado na UEMS, e do Grupo de Pesquisas Literatura e Humanidades, num esforço conjunto para implementar e reforçar a pesquisa em Literatura na Unidade. Com o tempo a Revista veio a integrar o Programa de Pós-graduação em Letras da UEMS. Hoje a Revista desenvolve um trabalho de relevância em ambito nacional e reconhecida internacionalmente nos Estudos Literários.

 

REVELL - Revista de Estudos Literários da UEMS
Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul