PRODUTIVIDADE E QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE FEIJÃO COLHIDAS EM DIFERENTES ÉPOCAS
DOI:
https://doi.org/10.32404/rean.v13i1.9664.Palavras-chave:
Phaseolus vulgaris L., Maturidade fisiológica, Armazenamento, VigorResumo
O feijão é uma planta originária das Américas, pertencente à família Fabaceae, sendo utilizada como fonte de alimento pela população brasileira. A realização da colheita no momento adequado é fundamental para garantir sementes de maior qualidade fisiológica e, portanto, maior produtividade. Objetivou-se, neste trabalho, avaliar os efeitos das épocas de colheita sobre a produtividade, a qualidade fisiológica e o potencial de armazenamento das sementes de três cultivares de feijão. Para isso, foram conduzidos campos de produção de sementes das cultivares BRSMG Madrepérola, BRS Esteio e BRSMG Marte. Os tratamentos foram compostos por seis épocas de colheita (70, 77, 84, 91, 98 e 105 dias após a emergência – DAE) e cinco períodos de armazenamento (zero, três, seis, nove e 12 meses). As plantas foram colhidas e debulhadas manualmente. Após o beneficiamento, determinou-se a produtividade de cada parcela e avaliou-se a qualidade fisiológica das sementes por meio dos testes de germinação, envelhecimento acelerado e condutividade elétrica. A qualidade das sementes também foi avaliada após 3, 6, 9 e 12 meses de armazenamento. As produtividades máximas (1.930; 2.325 e 2.515 kg ha-1) foram estimadas por regressão em 88, 88 e 86 DAE, para as cultivares BRSMG Marte, Esteio e Madrepérola, respectivamente. Não houve efeito imediato ou latente das épocas de colheita sobre a germinação e o vigor das sementes. Recomenda-se a colheita na faixa de 84 a 91 DAE visando maiores produtividades.
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