PRODUTIVIDADE DE ESPINAFRE DA AMAZÔNIA EM FUNÇÃO DA QUALIDADE DAS MUDAS
DOI:
https://doi.org/10.32404/rean.v13i1.9971Palavras-chave:
Alternanthera sessilis (L.) R.Br. ex DC, Hortaliça não convencional, Estaquia, ProdutividadeResumo
O espinafre da Amazônia é classificado como uma hortaliça não convencional de elevado potencial agrícola, podendo constituir uma alternativa às hortaliças folhosas convencionais. Este estudo teve como objetivo avaliar a produtividade de plantas de espinafre amazônico cultivadas a partir de mudas produzidas por estacas de diferentes tamanhos. O experimento foi conduzido na unidade experimental da Universidade Federal do Acre, no período de maio a julho de 2023. Adotou-se o delineamento inteiramente casualizado, com três tratamentos e dez repetições. Os tratamentos consistiram em mudas produzidas a partir de estacas com diferentes números de nós: T1 = 1 nó; T2 = 2 nós; e T3 = 3 nós. Após 50 dias de cultivo, foram avaliadas as seguintes variáveis: altura das plantas, diâmetro do caule, número total de brotações, número total de folhas, largura foliar, comprimento foliar, massa fresca da parte aérea, massa fresca das raízes, massa seca da parte aérea, massa seca das raízes e produtividade. A qualidade das mudas influenciou significativamente a produtividade das plantas. Plantas oriundas de mudas produzidas a partir de estacas com 3 nós apresentaram as maiores produtividades. Embora as plantas provenientes de estacas com 1 e 2 nós tenham completado seu desenvolvimento, apresentaram menor produtividade. Assim, recomenda-se, portanto, o uso de estacas com 3 nós para aumentar a produtividade do espinafre amazônico.
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