ASSENTAMENTOS “DE REFORMA AGRÁRIA”, ASPECTOS GEOGRÁFICOS, AMBIENTAIS E SOCIAIS

Neli Aparecida de Mello-Théry, Hervé Théry, Alessandro Soares da Silva

Resumo


Reforma agrária no Brasil contemporâneo se resume na distribuição de lotes para os trabalhadores "sem terra", muitas vezes atendendo à própria demanda dos movimentos sociais. As políticas públicas do século XX e XXI jamais alteraram a estrutura fundiária concentrada existente no país. A opção foi a utilização de terras públicas, as quais se encontram cada vez mais distantes das áreas onde a população que a demanda se encontra, ou seja, na Amazônia brasileira. O deslocamento da população demandante e da fronteira econômica avança para a Amazônia, transformando e reorganizando o espaço geográfico. Região simbólica em função do que representa, seja pelo meio ambiente, pela biodiversidade, pelas populações tradicionais ou indígenas, as transformações na Geografia resulta em perdas. Algumas delas já contabilizadas, outras não, mas com certeza as mesmas se refletem sobre o ambiente, a biodiversidade e a sociedade. Com o objetivo de analisar este conjunto de aspectos, o artigo trata inicialmente das mudanças nos aspectos geográficos, marcados pelos diferentes tipos de projetos de assentamentos, seguindo-se das consequências ambientais e sociais. Conclui-se que a política de assentamento é conservadora, não atendendo as necessidades dos trabalhadores rurais e nem valorizando outra destinação e uso, como por exemplo, a conservação da biodiversidade.

Palavras-chave


Assentamento; Reforma agrária; Colonização; Conflitos.

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Referências


GIRARDI, Eduardo Paulon. Atlas da Questão Agrária Brasileira e Cartografia Geográfica Crítica, Confins, 5, 2009, consultado 27 de abril 2015. URL: http://confins.revues.org/5631; DOI : 10.4000/confins.5631

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MELLO-THÉRY, Neli Aparecida de. Território e gestão ambiental na Amazônia: terras públicas e os dilemas do Estado. São Paulo: Annablume, 2011


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