BACIAS HIDROGRÁFICAS, ESCALA DE APROXIMAÇÃO PARA O ORDENAMENTO TERRITORIAL

Autores

Palavras-chave:

Desenvolvimento Regional, Recursos Hídricos, Unidade Territorial Básica, Geoprocessamento.

Resumo

A gestão político-administrativa municipal carece de uma escala adequada para o planejamento e ordenamento territorial urbano e rural. As bacias hidrográficas, além de representar naturalmente a geomorfologia do terreno, permite mensurar todos as características físicas e socioeconômicas de forma transparente sem apresentar discordâncias. Objetivando estabelecer o a unidade de planejamento municipal o instrumento das análises integradas em visões estratégicas, buscar-se-á inicialmente estabelecer a escala apropriada. Com as ferramentas de geotecnologia a delimitação das bacias inicia com levantamento topográfico, seguindo pela construção do Modelo Numérico do Terreno – MNT. A geração das bacias foi automatizada, seguindo os procedimentos: preenchimento de sinks; direção de fluxo; fluxo acumulado; e delimitação de bacias. Para melhor aparelhamento no ordenamento territorial, este trabalho criou a delimitação das bacias para todo território em escalas do município de 1:30.000 e para a sede urbana 1:10.000, constituindo subsídio para planejar o espaço municipal. Para o município de Campo Grande, capital do estado de Mato Groso do Sul, chegou-se a configuração das 169 bacias hidrográficas da Área Municipal e para a 58 micro bacias para Sede Urbana. A metodologia aplicada mostra-se adequada e de fácil utilização, podendo ser empregada a estudos em outras localidades, assegurando a acurácia e precisão cartográfica. O Zoneamento Ecológico-Econômico de Campo Grande, lei municipal n. 6.407/2020 CAMPO GRANDE (2020), institui as bacias e microbacias aqui delimitadas como unidade territorial de planejamento ambiental. Assim assumindo as bacias e microbacias como a unidade de planejamento e ordenamento da paisagem no município.

Biografia do Autor

Fábio Martins Ayres, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - UEMS, Geografia Bacharelado - Campo Grande, MS

Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado Em Geografia pela Universidade Católica Dom Bosco - UCDB (1999), mestrado em Desenvolvimento Local pela Universidade Católica Dom Bosco (2004) e doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional pela Universidade Anhanguera - Uniderp (2018), ainda é especialista em Sistema de Informações Geográficas Aplicadas ao Meio Ambiente pela UCDB (2003), especialista em Gestão Integrada de Saneamento Universidade de Brasília - UNB (2008) e especialista em Elaboração e Gerenciamento de Projetos para Gestão Municipal de Recursos Hídricos Atualmente é professor titular da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geoprocessamento, atuando principalmente nos seguintes temas: geoprocessamento, georreferenciamento, sistema de informações geográfica, sensoriamento remoto, planejamento e gestão ambiental, planejamento e ordenamento territorial e regional, políticas plúblicas e ensino

Maria Helena da Silva Andrade, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, FAENG – Faculdade de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo e Geografia

Possui doutorado em Ecologia pela Universidade de São Paulo-USP (2011) e mestrado em Ecologia e Conservação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1999). Atualmente é professora associada da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, na Faculdade de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo e Geografia - FAENG. Tem experiência na área de Ecologia de Ecossistemas Aquáticos, com ênfase em Macroinvertebrados bentônicos e índices de qualidade de água. Estuda as questões relacionadas ao planejamento ambiental urbano e tem experiência, como técnica, em elaboração de Plano Diretor. É defensora e atua na causa indígena. 

Adriana Bilar Chaquime dos Santos, Universidade Federal de mato Grosso do Sul – UFMS – PPGEO – CPAQ

Possui graduação em Geografia Bacharelado pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (2019). Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia, Mestranda em Geografia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, campus Aquidauana, turma 2020/22, na qual o Exame de Qualificação acontecerá dia 23 de setembro de 2021, com o título da pesquisa: ?Análise da vulnerabilidade ambiental na bacia hidrográfica do Ribeirão Vermelho/MS? , sob a orientação da Professora Doutora Elisângela Martins de Carvalho e Coorientação do Professor Doutor Fabio Martins Ayres, término da pesquisa março de 2022. Cursando Geografia Licenciatura pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul.

Sarah Couto de Freitas, Universidade de São Paulo, USP

Bacharel em Geografia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Campus Campo Grande (2019). Atualmente mestranda em Geografia (Geografia Física) na Universidade de São Paulo (Bolsista CAPES). Participa do Laboratório de Climatologia e Biogeografia do Departamento de Geografia da USP. Tem experiência na área de Geografia Física, atuando principalmente nos seguintes temas: qualidade ecológica da água, uso e ocupação da terra e conservação de áreas protegidas.

Referências

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Publicado

10/09/2021

Como Citar

Ayres, F. M., Andrade, M. H. da S., Santos, A. B. C. dos, & Freitas, S. C. de. (2021). BACIAS HIDROGRÁFICAS, ESCALA DE APROXIMAÇÃO PARA O ORDENAMENTO TERRITORIAL. GEOFRONTER, 7(1). Recuperado de https://periodicosonline.uems.br/index.php/GEOF/article/view/6663

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Artigos