Escrever a coleção. Histórias de viagem de uma galeria de arte na provincia.

Juan Cruz Pedroni

Resumo


A prática de colecionar peças de arte foi atravessada historicamente por práticas de escritura: inscrições na materialidade dos objetos colecionados, confecção de catálogo e inventários e elaboração de resenhas críticas; ditas práticas constroem o colecionador e/ou seus objetos como protagonistas, e os encenam no espaço público dos médios gráficos. Esta produção textual pode ser localizada dentro do território que engloba o conceito de literatura sobre arte, porém ela possui um rasgo característico ao se tornar permeável frente a uma multiplicidade de tradições narrativas e de gêneros textuais, entre os quais, o mais insistente e universalizado é o relato de viagens.

Neste artigo científico propõe-se uma aproximação à literatura de viagens analisando um corpus de textos que tomaram a coleção de arte do argentino Ignacio Aquarone, entre as décadas de 1940 e 1980, como objeto.  Expõe-se como hipótese de leitura a ideia de que as figuras literárias da viagem aportaram esquemas de imaginação que permitiram tematizar à coleção com um posicionamento geográfico periférico, excepcionalmente eficaz nos seus poderes de representação. 


Palavras-chave


Literatura de viaje; Escritura sobre arte; Coleccionismo de arte.

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Editor-chefe: Professor Doutor Andre Rezende Benatti

ISSN: 2179-4456