Labirinto vazio: as personagens de ‘Aquidauana’, conto de Mauro Pinheiro

Autores

Palavras-chave:

Aquidauana e outras histórias sem rumo, Aquidauana, metaficção, personagens.

Resumo

Para muitos críticos, a metaficção representa o fim do romance e do seu universo mimético. Ao expor suas estruturas e artifícios, a narração perderia sua verdade ficcional e se tornaria estéril. Narrador, personagens e espaço seriam dissecados à luz da própria na narrativa e não mais em seus bastidores. Apesar de se autorreferenciar, a metaficção também oculta que é uma estratégia ficcional. Ou seja, expor ou não seu arcabouço interno é um ato consciente do narrador e almeja determinados efeitos. Uma narração que se revela, esconde outra que dosa obsessivamente o que será revelado. Este artigo se propõe à análise da metaficção proposta por Mauro Pinheiro no conto ‘Aquidauana’, onde as personagens descobrem seu autor transitando na trama e tentam matá-lo para escapar de seus desígnios. Contudo, ignoram a existência do narrador e de suas artimanhas fatais.

 

Biografia do Autor

Eldes Ferreira Lima, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Mestre em Letras pela UFMS e professor efetivo da Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande (MS).

Referências

Este artigo foi apresentado como uma comunicação individual ao VI - Encontro de Estudos Literários.

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Publicado

04/04/2017

Como Citar

Lima, E. F. (2017). Labirinto vazio: as personagens de ‘Aquidauana’, conto de Mauro Pinheiro. REVELL - REVISTA DE ESTUDOS LITERÁRIOS DA UEMS, 1(15), 301–318. Recuperado de https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/1488