A persistência da memória de Célia Sánchez na revolução cubana em Nunca fui primeira dama

Autores

  • Patrícia Pereira Nascimento - Universidade Federal da Grande Dourados.
  • Leoné Astride Barzotto Professora Doutora do Programa de Pós-graduação / mestrado em Letras da Universidade Federal da Grande Dourados.

Palavras-chave:

Arconte, arquivo, autoficção

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar o livro Nunca fui primeira dama (2010), da escritora cubana Wendy Guerra, investigando as conexões entre os rastros da memória da protagonista, alter ego da autora, e a reconfiguração de uma dada sociedade por meio de uma obra literária de cunho autoficcional. A história da revolução cubana e a vida de Célia Sánchez, ex-secretária e braço direito de Fidel Castro, são expostas como pano de fundo dessa obra autoficcional, a qual narra a busca, o encontro da protagonista com sua mãe perdida e, na trajetória de busca, reencontra consigo mesma e com a reconfiguração de sua própria nação. Para desenvolver tal estudo foram utilizados pesquisadores e estudiosos, tais como: BERND (2018); DERRIDA (2001); FIGUEIREDO (2017); NORONHA (2014); RICOEUR (2007), entre outros como aporte teórico da análise.  Perspectiva de análise se pauta tanto na teoria pós-colonial assim como em estudos de arquivo e arconte dando enfoque em memórias que se conectem à atual proposta latino americana de autoficção.

Biografia do Autor

Patrícia Pereira Nascimento, - Universidade Federal da Grande Dourados.

Aluna do Programa de Pós-graduação em Letras / mestrado em Literatura e Práticas Culturais na Universidade Federal da Grande Dourados sob a orientação da Profª Drª Leoné Astride Barzotto. 

Leoné Astride Barzotto, Professora Doutora do Programa de Pós-graduação / mestrado em Letras da Universidade Federal da Grande Dourados.

Possui graduação em Letras Português / Inglês pela Universidade Estadual de Maringá (2002); mestrado em Letras / Diálogos Culturais pela Universidade Estadual de Londrina (2005); doutorado em Letras pela Universidade Estadual de Londrina (2008) assim como doutorado-sanduíche (CAPES) pela Indiana University at Bloomington, Estados Unidos (2007). Atualmente é Professora Adjunta - Nível III - com dedicação exclusiva na Universidade Federal da Grande Dourados, MS. Professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Letras (Mestrado) da UFGD; área de concentração: Literaturas e Práticas Culturais. Vice-coordenadora do Mestrado (2010-2012) - PPGLetras. Coordenadora do Mestrado em Letras da UFGD (Ago./2012-Ago./2014). É parecerista da Revista Acta Scientiarum: Language and Culture (UEM), parecerista da Revista Estação Literária (UEL), parecerista da Revista Arredia Facale-UFGD e parecerista da Revista Raído do Mestrado em Letras da UFGD. Membro do Conselho Editorial da Revista Acta Scientiarum Language and Culture (UEM). Editora da Revista Raído UFGD (2014-atual), na área de Literatura e Práticas Culturais. Tem experiência na área de Letras, atuando principalmente nos seguintes temas: literaturas de expressão inglesa; língua inglesa; literatura inglesa pós-colonial; pós-colonialismo; língua inglesa instrumental; interface entre língua, cultura e literatura, identidade cultural, processos migratórios, transnacionalismo e mobilidades culturais. Fez parte da Equipe de Revisoras de Conteúdo Didático Digital da EAD/UFGD (2012-2015) onde também atuou como Professora-Formadora de Língua Inglesa Instrumental e ministra capacitação de PCDD (Produção de Conteúdo Didático Digital) para a EaD/UFGD. É membro do GT da ANPOLL: Relações Literárias Interamericanas. Tem Pós-Doutorado em Literatura com estágio na Universidade da Califórnia em Berkeley (CAPES 2015-2016).

 

Referências

Livro: BERND, Zilá. A persistência da memória. Porto Alegre: BesouroBox, 2018.

Capítulo de livro: BERND, Zilá. Arquivos familiares, romance de filiação e transmissão intergeracional. In: COELHO, Haydée Ribeiro; VIEIRA, Elisa Amorim (orgs.). Modos de arquivo: literatura, crítica, cultura. Rio de Janeiro: Batel, 2018. p. 451 – 463.

Livro: DERRIDA, Jacques. Mal de Arquivo: uma impressão freudiana. Trad. Claudia de Moraes Rego. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001.

Capítulo de livro: DOUBROVSKY, Serge. O último eu. In: NORONHA, Jovita Maria Gerheim (org). Ensaios sobre autoficção. Trad. Maria Inês Coimbra Guedes. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014. p. 111 – 125.

Livro: FIGUEIREDO, Eurídice. Mulheres ao espelho: autobiografia, ficção, autoficção. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2013.

Capítulo de livro: GASPARINI, Philippe. Autoficção é o nome de que? In: NORONHA, Jovita Maria Gerheim (org). Ensaios sobre autoficção. Trad. Maria Inês Coimbra Guedes. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014. p. 181 – 221.

Livro: GUERRA, Wendy. Nunca fui primeira dama. trad. Josely Vianna Baptista. São Paulo: Saraiva, 2010.

Livro: HOUAISS, Antônio. Minidicionário Houaiss da língua portuguesa. Organizado pelo instituto Antônio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Língua Portuguesa S/C Ltda. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004.

Livro: MACIEL, Márcio Antonio de Souza. A homotextualidade em El color del verano, de Reinaldo Arenas, ou quando o desejo assume o corpo no texto. Bauru, SP: Canal 6, 2016.

Capítulo de livro: NORONHA, Jovita Maria Gerheim. Apresentação. In: NORONHA, Jovita Maria Gerheim (org.). Ensaios sobre autoficção. Trad. Maria Inês Coimbra Guedes. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014, p. 7 – 20.

Livro: RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Trad. Alain François [et al]. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2007.

Livro: SILVA, Marcos Antonio da. Cuba e a eterna guerra fria: mudanças internas e políticas externas nos anos 90. Dourados: Ed. UFGD, 2012.

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Publicado

2019-02-15

Como Citar

Nascimento, P. P., & Barzotto, L. A. (2019). A persistência da memória de Célia Sánchez na revolução cubana em Nunca fui primeira dama. REVELL - REVISTA DE ESTUDOS LITERÁRIOS DA UEMS, 3(20), 98–125. Recuperado de https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/3141