As bruxas da América Latina: memórias das cicatrizes

Autores

  • Lara Luiza Oliveira Amaral Universidade Estadual de Maringá (UEM)
  • Gilmei Francisco Fleck Unioeste - Cascavel

Palavras-chave:

literatura argentina contemporânea, memórias, bruxas, representações do feminino

Resumo

A figura da “bruxa” é reconhecida em filmes, séries e livros de fantasia. A mulher com seu nariz longo, vestes escuras ou mesmo escondida por trás do rosto meigo de uma bela jovem nos é familiar. A história das “bruxas”, contudo, permanece silenciada e cheia de lacunas. A caça às bruxas, período correspondente aos séculos XV e XVIII, guarda um número ainda não identificado de mortos. O tema continua sendo tabu, esquecido, negado. Em pleno século XXI, Mariana Enriquez, autora argentina contemporânea, transfere um episódio de Inquisição para Buenos Aires. Em As coisas que perdemos no fogo (2017), o último conto de sua coletânea, narra-se a história de mulheres que decidem criar as suas próprias fogueiras. Analisamos neste texto como o corpo feminino e as suas cicatrizes estão atados à memória de um episódio tão longínquo e, ao mesmo tempo, tão presente. Dessa forma, utilizamos, como fundamentação teórica, alguns dos pressupostos de Federici (1998), Assmann (2011), Kramer e Heinrich (1487), entre outros.

Biografia do Autor

Lara Luiza Oliveira Amaral, Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Mestranda em Letras - Estudos Literários na Universidade Estadual de Maringá. Especialista em Estudos Literários pela UNESPAR - Campus de Campo Mourão. Graduada em Letras - Português/Inglês, na mesma universidade. Interesses de pesquisa: Sylvia Plath, Sarah Kane, Emily Brontë, literatura de autoria feminina, literatura e suicídio.

Gilmei Francisco Fleck, Unioeste - Cascavel

Professor Associado da UNIOESTE/Cascavel-PR/Brasil na Graduação em Letras, nas áreas de Literatura e
Cultura Hispânicas, na Pós-graduação em Letras (Mestrado Acadêmico e Doutorado) nas áreas de Literatura
Comparada e Tradução e no Mestrado Profissional – Profletras – Cascavel/PR na área da Literatura Infanto-
juvenil. Pós-doutor em Literatura Comparada e Tradução pela UVigo/Espanha, com bolsa da CAPES. Doutor e
Mestre em Letras pela UNESP/Assis. Coordenador do PELCA: Programa de Ensino de Literatura e Cultura.
Líder do Grupo de Pesquisa “Ressignificações do passado na América Latina: leitura, escrita e tradução de
gêneros híbridos de história e ficção – vias para a descolonização”.

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Publicado

15/02/2019

Como Citar

Amaral, L. L. O., & Fleck, G. F. (2019). As bruxas da América Latina: memórias das cicatrizes. REVELL - REVISTA DE ESTUDOS LITERÁRIOS DA UEMS, 3(20), 221–243. Recuperado de https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/3158