Profusão de associações na breve Anatomia da melancolia, de Carlos Daniel Aletto

Pedro Barbosa Rudge Furtado

Resumo


Propomos, nesta resenha, investigar a profusão de associações animadas pelo breve romance Anatomia da melancolia, do escritor argentino Carlos Daniel Aletto, avaliando os efeitos estéticos do livro. Lançado em 2017 pela editora Iluminuras, a narrativa é construída a partir de dois eixos que se retroalimentam, mediando as ligações extratexto. E por texto, aqui, entende-se a iconografia que  perpassa o livro, os dados pré-narrativos e a narrativa em si, que é retroalimentada pelos dados anteriores. Dentro do embaralhamento dos sinais reais e dos ficcionais e da imbricação entre os dois eixos narrativos, há a feliz tentativa de mimetização dos movimentos da consciência melancólica de Túndalo, narrador-protagonista.

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Referências


ALETTO, Carlos Daniel. Anatomía de la melancolia. Mar del Plata: La Cuerva Blanca, 2012.

______. Anatomia da melancolia. Tradução de Maria Paula Gurgel Ribeiro. São Paulo: Iluminuras, 2017.

ECO, Umberto. Protocolos ficcionais. In: _______. Seis passeios pelos bosques da ficção. Tradução de Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p.123-147.

LIMA, Luiz Costa. Melancolia: literatura. São Paulo: Editora Unesp, 2017.

ZIERER, Adriana Maria de Souza. A Visão de Túndalo no contexto das viagens imaginárias ao Além Túmulo: religiosidade, imaginário e educação no medievo. Notandum, Porto, n. 32, 2013. p.101-124.




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