O conceito de bioficção

Autores

  • Bruno Henrique Alvarenga Souza Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Palavras-chave:

bioficção, autoficção, biopolítica

Resumo

Este artigo tem por proposta, a partir da obra de escritores latino-americanos contemporâneos – nomeadamente, Mario Bellatin, João Gilberto Noll, Silviano Santiago e Roberto Bolaño –, propor o conceito de bioficção como ferramenta de análise literária. Traçaremos, então, uma linha de diálogo entre a biopolítica e a autoficção, conceitos já amplamente utilizados pelos estudos literários ao abordar a literatura produzida em nosso tempo, com o intuito de demonstrar como a bioficção se constrói dando ênfase ao corpo, à vida como potência impessoal e à diferença, afastando-se da base epistemológica constituída pela crença no sujeito, na representação e na identidade.

 

 

Biografia do Autor

Bruno Henrique Alvarenga Souza, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Doutorando em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Graduado em Psicologia com ênfase em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). 

Referências

BOLAÑO, Roberto. 2666. Trad. Eduardo Brandão. São Paulo: Companhia das letras, 2014.

BELLATIN, Mario. Flores. Trad. Josely Batista Vianna. São Paulo: Cosac Naify, 2014.

CASTRO, Edgardo. Introdução a Foucault. Trad. Beatriz de Almeida Magalhães. Belo Horizonte: Autêntica editora, 2014.

DELEUZE, Gilles. Francis Bacon: lógica da sensação. Trad. Roberto Machado (Coord.). Rio de Janeiro: Zahar, 2007.

DELEUZE, Gilles. Lógica do sentido. Trad. Luiz Roberto Salinas. São Paulo: Perspectiva, 1998.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O que é a Filosofia?. Trad. Bento Prado Jr. E Alberto Alonso Muñoz. São Paulo: Editora 34, 2010.

DIDI-HUBERMAN, Georges. Sobrevivência dos vagalumes. Trad. Vera Casa Nova e Márcia Arbex. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.

ECHEVARRÍA, Inácio. Nota à primeira edição. In: 2666. Trad. Eduardo Brandão. São Paulo: Companhia das letras, 2014.

ESPÓSITO, Roberto. Bios: biopolítica e filosofia. Trad. M. Freitas da Costa. Lisboa: Edições 70, 2010.

FOUCAULT, Michel. História da sexualidade I: A vontade de saber. Trad. Maria Thereza da Costa Albuquerque e J.A Guilhon Albuquerque. Rio de Janeiro: Graal, 1988.

GASPARINI, Phillipe. Autoficção é o nome de quê? In: Ensaios sobre a autoficcção. Jovita Maria Gerheim Noronha (Org.). Belo Horizonte: editora UFMG, 2014.

LADDAGA, Reinaldo. Espectáculos de realidad; ensayo sobre la narrativa latinoamericana de las últimas décadas. Rosario, Beatriz Viterbo, 2007.

LUDMER, Josefina. Literaturas pós-autônomas, disponível em http://culturaebarbarie.org/sopro/n20.pdf

MIRANDA, Wander Melo. Corpos escritos. São Paulo: Edusp, 2009.

NOLL, João Gilberto. Lorde. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

SANTIAGO, Silviano. Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

ZOURABICHIVILLI, François. O Vocabulário de Deleuze. Rio de Janeiro, Relume Dumará, 2003.

Downloads

Publicado

17/01/2020

Como Citar

Alvarenga Souza, B. H. (2020). O conceito de bioficção. REVELL - REVISTA DE ESTUDOS LITERÁRIOS DA UEMS, 2(22/2), 19–38. Recuperado de https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/3423

Edição

Seção

Tema Livre