Orgulho e preconceito: o feminismo doméstico no infantojuvenil “Os Fantasmas Da Meia-Noite”

Autores

  • Sandra Regina Inverso Ramires Heyn

Palavras-chave:

Literatura infantojuvenil, romance sentimental, feminismo, autoria.

Resumo

Populares na literatura norte-americana desde o clássico “Little women”, os romances sentimentais adolescentes são destinados ao público jovem feminino e as suas presumidas expectativas. Similares aos seus congêneres adultos na estrutura narrativa e nos valores moralizantes, seu diferencial é retratar especificamente a saída da infância e o início da vida adulta feminina. De certa forma, podem ser considerados romances de formação. Entretanto, não integram o prestigioso Bildungsroman tradicional. E não apenas devido à qualidade literária, mas ao enredo melodramático que se limita à busca pelo primeiro amor e não permite o amadurecimento de suas protagonistas. Hostilizados pelos estudos feministas por inserir a jovem leitora em um padrão submisso de feminilidade, os romances sentimentais adolescentes contemporâneos raramente são analisados pela plausibilidade do universo feminino que retratam. Justamente o que este artigo se propõe ao analisar o infantojuvenil “Os fantasmas da meia-noite” e seu panorama sutil e verossímil das mulheres nos anos 1950. 

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Publicado

08/09/2015

Como Citar

Heyn, S. R. I. R. (2015). Orgulho e preconceito: o feminismo doméstico no infantojuvenil “Os Fantasmas Da Meia-Noite”. REVELL - REVISTA DE ESTUDOS LITERÁRIOS DA UEMS, 2(9), 57–74. Recuperado de https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/406