Totalidade do objeto histórico: uma leitura lukacsiana de A emparedada da Rua Nova

Autores

Palavras-chave:

Lukács, totalidade, romance histórico.

Resumo

O objetivo do presente estudo é analisar, a partir da perspectiva lukacsiana, como o romance A emparedada da Rua Nova, de Carneiro Vilela, mobiliza aspectos formais e temáticos para alcançar a totalidade do objeto ao retratar, com riqueza em detalhes e minúcias, a cidade do Recife durante a década de 1860: seus habitantes, seus costumes, modos de vida, vícios, virtudes e como eles estão intrinsecamente condicionados pela realidade histórica em que estão inseridos. Intentamos também relacionar a construção do romance de Vilela a um conceito da estética hegeliana tomado de empréstimo por Lukács (2011), a totalidade do movimento.

Biografia do Autor

Edson José Rodrigues Júnior, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Mestrando em Letras na Universidade Federal de Pernambuco – Brasil. Bolsista CNPq – Brasil. ORCID iD: https://orcid.org/0000-0001-9710-2756. E-mail: edsonrjunior4@gmail.com.

Brenda Carlos de Andrade, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)

Doutora em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco – Brasil, com período sanduíche em Universidad Nacional Autonoma de México – México.  Realiza estágio pós-doutoral em Letras na Universidade Estadual de Campinas – Brasil. Professora Adjunta da Universidade Federal Rural de Pernambuco – Brasil. ORCID iD: https://orcid.org/0000-0001-8228-725X. E-mail: brenda.carlosdeandrade@gmail.com.

Referências

ARAÚJO, P. A. M. Georg Lukács e o espectro do realismo. Dissertação (Mestrado em Teoria Literária e Literatura Comparada). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2016.

CURIA, B. Amalia: novela histórica. In: Biblioteca de autor José Mármol. Alicante: Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes. Disponível em: http://www.cervantesvirtual.com00163ebf5e63_5.html#I_0_. Acesso: 07 out. 2013.

EL FAR, A. Páginas de sensação: literatura popular e pornográfica no Rio de Janeiro (1870-1924). São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

LENIN, V. Cadernos sobre a dialética de Hegel. Trad. José Paulo Netto. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2011.

LUKÁCS, G. Teoria do romance: um ensaio histórico-filosófico sobre as formas da grande épica. Trad. José Marcos Mariani de Macedo. São Paulo: Editora 34, 2000.

LUKÁCS, G. O romance histórico. Trad. Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo, 2011.

MENDONÇA, H. M. R. O Don Juan da Rua Nova: um estudo-itinerário sobre A Emparedada da Rua Nova, de Joaquim Maria Carneiro Vilela. Dissertação (Mestrado em Teoria da Literatura). Programa de Pós-graduação em Letras, Universidade Federal de Pernambuco. Pernambuco, 2008.

MEYER, M. Folhetim: uma história. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

SILVA, D. A. P. Romance de sensação: Os monstros morais de A emparedada da Rua Nova. In: BARROS, F. M.; FRANÇA, J.; COLUCCI, L. (Orgs.). O medo como prazer estético: (re)leituras do gótico literário. Rio de Janeiro: Dialogarts, 2015.

VAREJÃO FILHO, L. Carneiro Vilela e seu famoso romance. In: VILELA, J. M. C. A emparedada da Rua Nova. Recife: CEPE Editora, 2013.

VIEIRA, A. M. T. Mistérios e costumes em um romance-folhetim: A empareda da Rua Nova, de Carneiro Vilela. In: VILELA, J. M. C. A emparedada da Rua Nova. Recife: CEPE Editora, 2013.

VILELA, J. M. C. A emparedada da Rua Nova. Recife: CEPE Editora, 2013.

Downloads

Publicado

30/11/2021

Como Citar

Rodrigues Júnior, E. J., & de Andrade, B. C. (2021). Totalidade do objeto histórico: uma leitura lukacsiana de A emparedada da Rua Nova. REVELL - REVISTA DE ESTUDOS LITERÁRIOS DA UEMS, 2(29), 390–417. Recuperado de https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/6444