Os mortos vivos, de Luis Quiñones de Benavente

Autores

  • Altamir Botoso Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Palavras-chave:

Luiz Quiñones de Benavente; Entremez; Comédia; Teatro; Literatura espanhola.

Resumo

A literatura do Século de Ouro espanhol conta com um teatro de qualidade excepcional. A respeito dessa vertente, constatamos que, no Brasil, ainda é pouco discutido o entremez, uma modalidade teatral que se caracteriza pela brevidade, que se assenta no humor e objetiva provocar o riso em seus espectadores. Até mesmo as antologias de textos teatrais para estudantes brasileiros acabam centrando-se nas peças de grandes dramaturgos como Francisco de Quevedo (1580-1645), Lope de Veja (1562-1635) e Calderón de la Barca (1600-1681), deixando de lado os entremezes ou, quando muito, exemplificam esse gênero com El retablo de las maravillas, de Miguel de Cervantes (1547-1616). Levando em conta o exposto, apresentamos nossa tradução para o português do entremez Los muertos vivos, de Luiz Quiñones de Benavente (1581-1651), um escritor espanhol pertencente ao período Barroco. Essa modalidade narrativa caracteriza-se por se uma peça breve, apresentada antes de uma comédia e Benavente é um dos seus grandes representantes. Essa forma teatral possibilita um exame a respeito das forças que polarizam o eterno embate entre nobres e plebeus, desvelando as mazelas e idiossincrasias que caracterizam essas duas camadas sociais referidas.

Biografia do Autor

Altamir Botoso, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Doutor em Letras pela Universidade Estadula Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Campus de Assis-SP e professor de língua espanhola e do mestrado em Letras da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul -UEMS.

Referências

QUIÑONES DE BENEVENTE, Luis. Los muertos vivos. Disponível em: https://www.biblioteca.org.ar/libros/70723.pdf. Acesso em: 04 mar. 2022.

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Publicado

2022-08-23

Como Citar

Botoso, A. (2022). Os mortos vivos, de Luis Quiñones de Benavente. REVELL - REVISTA DE ESTUDOS LITERÁRIOS DA UEMS, 1(31), 231–245. Recuperado de https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/6906