Espectropoética e representação do feminino em O Reino das Casuarinas, de José Luís Mendonça

Autores

Palavras-chave:

Espectropoética, Feminino, José Luis Mendonça

Resumo

O artigo discute a representação do feminino no romance O Reino das Casuarinas, do escritor angolano José Luís Mendonça, a partir de uma perspectiva inspirada na espectropoética do filósofo Jacques Derrida – desenvolvida sobretudo no livro Espectros de Marx – em articulação com questões sucitadas pela crítica literária feminista. Embora protagonizado por um personagem masculino, o mutilado de guerra Nkuku, o romance de Mendonça tem diversas personagens femininas de importância decisiva na configuração de seus conflitos e na constituição de seus sentidos, particularmente em seus vislumbres utópicos e, ao mesmo tempo, seus elementos desconstrutores no que tange à cultura patriarcal e belicosa de uma sociedade devastada pela guerra civil. Ao nos valermos da desconstrução e da espectropoética derridianas, buscamos nos aproximar da complexidade constitutiva desses conflitos, particularmente na forma como afetam as relações de gênero.

Biografia do Autor

Ravel Giordano Paz, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Doutor em Letras (Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa) pela Universidade de São Paulo – Brasil. Realizou estágio pós-doutoral em Letras na Universidade Estadual de Campinas – Brasil. Professor efetivo de Literatura na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – Brasil. ORCID iD: https://orcid.org/0000-0003-2784-4599. E-mail: ravel@uems.br

Lia Fernanda Preusse Juliani, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Graduanda em Letras - Bacharelado na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul.

Referências

CASTRO, Julio Cesar Lemes de. A palavra é a morte da coisa: simbólico, gozo e pulsão de morte. Revista Mal-Estar e Subjetividade. Vol. XI, n. 4, Fortaleza, dezembro de 2011.

CRAGNOLINI, M. Adieu, adieu, remember me: Derrida, a escritura e a morte. In: DUQUE-ESTRADA, P.C. (Org). Espectros de Derrida. Rio de Janeiro: NAU Editora; Ed. PUC-Rio, 2008.

DERRIDA, Jacques. Espectros de Marx: o Estado da dívida, o trabalho do luto e a nova Internacional. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1994.

FONSECA, Mariana Bracks. Nzinga Mbandi e as guerras de resistência em Angola - Século XVII. 177f. Dissertação (Mestrado em História Social) - Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, 2012.

KI-ZERBO, Joseph. Para quando a África? Entrevista com René Holenstein. Rio de Janeiro: Pallas, 2009.

LÁZARO, Gilson. Violência e fragmentos da guerra em Angola. Revista Angolana de Sociologia, n. 111, p. 143-146, 2013.

MENDONÇA, José Luís. O Reino das Casuarinas. Alfragide: Editorial Caminho, 2014. Edição Kindle.

PAZ, Ravel Giordano. Alienados e darandins: fronteiras (des)identitárias nos contos de loucos de Rosa e Machado. Revista da ANPOLL. V. 02, p. 357-381, 2008.

TOPA, Francisco. Resenha a Angola, me diz ainda, de José Luís Mendonça. Interfacis, Belo Horizonte, v. 4, n. 1, p. 85-89, 2018.

Downloads

Publicado

06/06/2022

Como Citar

Giordano Paz, R., & Preusse Juliani, L. F. (2022). Espectropoética e representação do feminino em O Reino das Casuarinas, de José Luís Mendonça. REVELL - REVISTA DE ESTUDOS LITERÁRIOS DA UEMS, 3(30), 32–47. Recuperado de https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/6919