O labirinto do inumano

um espaço de corpos rasurados

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Autores

DOI:

https://doi.org/10.61389/revell.v1i34.7067

Palavras-chave:

Ditadura, América Latina, Narrativa Contemporânea, Memória

Resumo

Esta breve narrativa crítica estruturou-se de modo a estabelecer uma análise comparada entre o filme O labirinto do fauno, de Guilherme Del Toro, e a narrativa Space Invaders, de Nona Fernández, a partir de diversos pontos de percepção sobre corpos femininos rasurados por Estados Autoritários. Nesse percurso crítico, deparou-se com uma lógica discursiva que revela serem, tanto a Espanha Franquista quanto o Chile ditatorial de Pinochet, frutos de um mesmo sistema de opressão: a matriz colonial de poder da Modernidade. Além disso, descobriu-se também que tal matriz de poder utiliza em seu projeto de colonização do saber determinados gêneros estéticos, tais como a ficção científica, contra os quais as histórias “locais” resistem.

Biografia do Autor

Danielle Ferreira Costa, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão

Doutora em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil. Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão – Brasil. ORCID iD: https://orcid.org/0000-0003-2990-7274. E-mail: danielle.costa@ifma.edu.br.

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Publicado

2023-04-12

Como Citar

COSTA, Danielle Ferreira. O labirinto do inumano: um espaço de corpos rasurados. REVELL - REVISTA DE ESTUDOS LITERÁRIOS DA UEMS, [S. l.], v. 1, n. 34, p. 346–372, 2023. DOI: 10.61389/revell.v1i34.7067. Disponível em: https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/7067. Acesso em: 22 abr. 2024.