Mil rosas roubadas, de Silviano Santiago: da escrita ao reconhecimento do sujeito burguês

Autores

Palavras-chave:

herói problemático, narrador, Mil Rosas Roubadas, Silviano Santiago

Resumo

Esta proposta analítica encontra-se alicerçada em pressupostos da teoria do romance moderno. O tema concentra-se no posicionamento adotado pelo herói-autor de Mil rosas roubadas, de Silviano Santiago ao longo de sua construção ficcional. O objetivo é compreender como a construção da face do herói problemático esclarece o relacionamento entre o eu e o outro/Zeca no romance supracitado. Neste percurso, parte-se da hipótese de que ao sair de si e encontrar o outro/Zeca, o narrador regressa a si em condições de refletir sobre sua máscara de sujeito burguês. A metodologia ancora-se no recurso da pesquisa na área da Teoria e da Crítica Literária. Sendo assim, adota-se como principal elemento de entrada analítica no texto de Silviano Santiago o estudo desenvolvido por Georg Lukács em Teoria do romance (2000). Salienta-se, contudo, que outros autores também serão conduzidos à discussão em momentos oportunos. Com semelhante recorte analítico, espera-se chegar à compreensão acerca de alguns pormenores que ajudam a compor a face do herói problemático inserido no romance de Santiago.

Biografia do Autor

Leila Aparecida Cardoso de Freitas, Universidade Estadual Julio Mesquita Filho - UNESP

Doutora em Letras pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Brasil. Professora da Universidade do Estado do Mato Grosso - Brasil. ORCID iD: https://orcid.org/0000-0002-0048-0409. E-mail: leila_freitas011@hotmail.com.  

.

Referências

ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Martin Claret, 2003.

BAKHTIN, Mikhail. Estética da Criação Verbal. Trad. Maria Ermantina Galvão G. Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

COLLOT, Michel. O sujeito lírico fora de si. In: Signótica, v. 25, n.1, p.221-241, jan/jun, 2013. Trad. Zênia de Faria, Universidade Federal de Goiás; Patrícia Souza Silva Cesaro, Universidade Federal de Goiás.

FEHÉR, Ferenc. O romance está morrendo? Contribuição à teoria do romance. Trad. Eduardo Lima. Rio de Janeiro: Paz e Terra S.A, 1972.

FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização. Texto copiado integralmente da edição eletrônica das obras de Freud, versão 2.0 por Tupykurumin. Disponível em: www.projetovemser.com.br. Acesso em: 20 abr. 2019.

GENETTE, Gérard. O discurso da narrativa. Trad. Fernando Cabral Martins. Lisboa: Arcadia, 1979.

LUKÁCS. Georg. A teoria do romance. Trad. José Marcos de Macedo. São Paulo: Duas Cidades, 2000.

MOREIRA, Jaqueline de Oliveira. “Revisitando o conceito de eu em Freud: da identidade à alteridade”. Disponível em: RAMOS, Graciliano. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 2005.

RIBEIRO, Roberto Carlos. “Silviano Santiago e a Leitura Crítica”. 3º Colóquio do Grupo de Estudos Literários Contemporâneos: um cosmopolitismo nos trópicos e 100 anos de Afrânio Coutinho (1911-2011): A crítica Literária no Brasil. 2012. Disponível em: http://www2.uefs.br/dla/romantismoliteratura/coloquiogrupodeestudos2011/anais/3coloq.anais.pdf. Acesso em: 22/07/2020.

SANTIAGO, Silviano. Mil Rosas Roubadas. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.

Downloads

Publicado

2022-12-14

Como Citar

Cardoso de Freitas, L. A. (2022). Mil rosas roubadas, de Silviano Santiago: da escrita ao reconhecimento do sujeito burguês. REVELL - REVISTA DE ESTUDOS LITERÁRIOS DA UEMS, 2(32), 496–518. Recuperado de https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/7139