“Trabalhar com sucata”

a Gambiarra como uma forma de estética política na obra de Vadim Sidúr

Visualizações: 494

Autores

DOI:

https://doi.org/10.61389/revell.v1i34.7157

Palavras-chave:

Grob-Art, Vadim Sidúr, Estética política, Restos, Gambiarra

Resumo

Nascido na cidade de Dniepropietrovsk, na Ucrânia, Vadim Sidúr (1924-1986) se formou na escola de artes de Moscou sob o regime soviético. Nesse espaço oficialista dominado pela estética do realismo socialista o escultor optou por trabalhar com os restos, os materiais inservíveis: alumínio, ferro e metais retorcidos e enferrujados. Em suma, o lixo. A partir disso, neste ensaio lemos a obra do soviético por meio da noção de gambiarra: através das sucatas da industrialização Sidúr produz objetos estéticos mal ajambrados, elementos que perderam seu valor de uso e também de troca são transformados (montados) em “parafernálias” carregadas de política.

Biografia do Autor

Ian Anderson Maximiano Costa, UFMG

Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas – Brasil. Doutorando em Estudos Literários na Universidade Federal de Minas – Brasil. ORCID iD: https://orcid.org/0000-0002-5592-4345. E-mail: iananderson14@hotmail.com.

Referências

AGAMBEN, Giorgio. O que resta de Auschwitz. Trad. Selvino J. Assmann. São Paulo: Boitempo, 2008.

BENJAMIN, Walter. “Experiência e pobreza”. In: _____. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura (Obras escolhidas v.1). Trad Sérgio Paulo Rouanet. 8 ed. Revista. São Paulo: Brasiliense, 2012

BUCK-MORSS, Susan. Mundo de sonho e catástrofe: o desaparecimento da utopia de massas na União Soviética e nos Estados Unidos. Trad. Ana Luiza Andrade; Rodrigo Lopes de Barros, Ana Carolina Cernicchiaro. Florianópolis: Editora da UFSC, 2018.

CESARE, Donatella di. Terror e Modernidade. Trad. André Cotta. Belo Horizonte: Âyine, 2019.

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: artes de fazer. Trad. Ephraim Ferreira Alves. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.

GAGNEBIN, Jeane Marie. “Apresentação”. In: AGAMBEN, Giorgio. O que resta de Auschwitz. Trad. Selvino J. Assmann. São Paulo: Boitempo, 2008.

HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX (1914-1991). Trad. Marcos Santarrita. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

SELIGMANN-SILVA, Márcio (Org). História, memória, literatura: o testemunho na Era das Catástrofes. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2003.

LAGNADO, Lisette. “O malabarista e a gambiarra”. Revista Trópico. 2007. Disponível em: http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/1693,1.shl. Acesso em: 26 maio. 2022.

LEVI, Primo. É isto um homem?. Trad. Luigi Del Re. Rio de Janeiro: Rocco, 1988.

LEVI, Primo.. Os afogados e os sobreviventes. Trad. Luiz Sérgio Henriques. 3 ed. São Paulo/Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2016.

MILLER, Daniel. Trecos, troços e coisas: estudos antropológicos sobre a cultura material. Trad. Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.

OROZA, Ernesto. Desobediencia tecnológica: de la revolución al revolico. Ernesto Oroza (blog), jun. 2012. Disponível em: http://www.ernestooroza.com/desobediencia-tecnologica-de-la-revolucion-al-revolico. Acesso em: 26 maio. 2022.

TAVARES, Gonçalo M. A máquina de Joseph Walser. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

Downloads

Publicado

2023-04-12

Como Citar

MAXIMIANO COSTA, Ian Anderson. “Trabalhar com sucata”: a Gambiarra como uma forma de estética política na obra de Vadim Sidúr. REVELL - REVISTA DE ESTUDOS LITERÁRIOS DA UEMS, [S. l.], v. 1, n. 34, p. 490–513, 2023. DOI: 10.61389/revell.v1i34.7157. Disponível em: https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/7157. Acesso em: 19 maio. 2024.