Pio Vargas, ser coletivo:

um “corpoquase” em Anatomia do gesto

Visualizações: 601

Autores

DOI:

https://doi.org/10.61389/revell.v1i34.7318

Palavras-chave:

Poesia Brasileira, Literatura goiana, poesia moderna

Resumo

O objetivo deste trabalho é efetuar uma análise da obra Anatomia do gesto (1989), do poeta iporaense Pio Vargas (1964-1991). A fortuna crítica de Vargas está quase toda reduzida a comentários de cunho impressionista, marcados pelo psicologismo relativo ao aspecto meteórico e trágico de sua vida. Com isso, este trabalho buscou efetuar análise das relações metapoéticas entre corpo e verso na constituição de Anatomia do gesto, materializada na ideia de “corpoquase”, presente na obra. Nesse sentido, dividiu-se o trabalho em três partes. Inicialmente, discute-se a ausência de trabalhos de fôlego sobre o poeta, com destaque para a predominância de comentários impressionistas. Em seguida, busca-se localizar a obra de Vargas na tradição da poesia moderna, especificamente, a produção poética iniciada na década 1980. Por fim, efetua-se a análise de Anatomia do gesto, buscando compreender os efeitos do “corpoquase” materializado nos poemas. Como aporte teórico, dentre outras obras, destacam-se Hugo Friedrich (1978), Octávio Paz (2014) e Marcos Siscar (2010).

Biografia do Autor

Samuel Carlos Melo, Universidade Estadual de Goiás

Doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo – Brasil. Professor da Universidade Estadual de Goiás – Brasil. ORCID iD: https://orcid.org/0000-0002-0965-0283. E-mail: samuel.melo@ueg.br.

Letícia de Souza Costa, Universidade Estadual de Goiás

Graduada em Letras – Português/Inglês pela Universidade Estadual de Goiás – Brasil. ORCID iD: https://orcid.org/0000-0003-1478-8073. E-mail: lerdl2015@gmail.com.

Referências

BERARDINELLI, Alfonso. Da poesia à prosa São Paulo: Cosac & Naify, 2007.

BRAZ, Valdivino. O gesto que vivifica. In: VARGAS, Pio. Poesia Completa. Goiânia: R & F Editora, 2014.

CANDIDO, Antonio. Na sala de aula. 5. ed. São Paulo: Ática, 1995.

CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos. Tradução Vera da Costa e Silva et al. 34. ed. rev. e aum. Rio de Janeiro: J. Olympio, 2020.

FRIEDRICH, Hugo. Estrutura da lírica moderna. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1978.

LUIZ, Ademir. Pio Vargas: um beat no Olimpo. In: VARGAS, Pio. Poesia Completa. Goiânia: R & F Editora, 2014.

MELO, Samuel Carlos. O desertor dos desertores: Silva Alvarenga e o poema herói-cômico no século XVIII. 2019. 150p. Tese (Doutorado) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

MELO, Samuel Carlos. O pajé e o mênstruo: poemas narrativos obscenos de Bernardo Guimarães. 2012. 107p. Dissertação (Mestrado) – Mestrado em Letras, Câmpus de Três Lagoas, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

PAZ, Octávio. O arco e a lira. 2. ed. São Paulo: Cosac Naify, 2014.

SISCAR, Marcos. Poesia e crise. Campinas: Editora Unicamp, 2010.

VARGAS, Pio. Poesia Completa. Goiânia: R & F Editora, 2014.

ZARVOS, Clarissa F. Gesto-Poema: imagens tensionadas por corpos discordantes. Coxim, MS: In: Revista Rascunhos Culturais, jan./jun. 2015. v.6. p. 271-287.

Downloads

Publicado

2023-04-12

Como Citar

MELO, Samuel Carlos; DE SOUZA COSTA, Letícia. Pio Vargas, ser coletivo: : um “corpoquase” em Anatomia do gesto. REVELL - REVISTA DE ESTUDOS LITERÁRIOS DA UEMS, [S. l.], v. 1, n. 34, p. 419–440, 2023. DOI: 10.61389/revell.v1i34.7318. Disponível em: https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/7318. Acesso em: 19 maio. 2024.