"A ponte nos unindo ao passado”
história pública, memória e literatura
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https://doi.org/10.61389/revell.v3i36.7747Palavras-chave:
Memória Feminina, Escrita Feminina, Estudos Feministas, História PúblicaResumo
Este artigo reflete sobre alguns aspectos da historiografia literária, histórica e canônica que emergem do estudo da obra memorialística Maria Clara (1978), da escritora norte-mineira Nazinha Coutinho. Em suas reminiscências, ela narra a trajetória da protagonista Clarinha, órfã de pai e mãe, criada pelos tios e pertencente a uma “família importante” de Montes Claros - MG, parte de uma elite rural que, aos poucos, substituía seus costumes pelos da elite industriária que começava a surgir na transição dos séculos XIX-XX. Este estudo possibilitou apreender os saberes de uma época, elaborados pela memória feminina, evidenciando sua potencialidade como objeto de reflexão. Aqui, destaca-se não apenas o processo da mulher como escritora, mas também um olhar histórico e regional sobre os empecilhos enfrentados por muitas mulheres do passado em busca de autonomia e autoafirmação.
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