Rosa e o “baralho viciado” do gênero biográfico em Mário Cláudio

Autores

  • Julia Pinheiro Gomes Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ

Palavras-chave:

Rosa, Mário Cláudio, biografia, ficção.

Resumo

Ao longo da década de 1980, Mário Cláudio, autor português, escreveu e publicou sua célebre Trilogia da Mão, constituída por Amadeo (1984), Guilhermina (1986) e Rosa (1988) – relatos biográficos pouco convencionais de três importantes artistas portugueses do final do século XIX e início do século XX, isto é, Amadeo de Souza-Cardoso, Guilhermina Suggia e Rosa Ramalha. Neste trabalho, propomos uma análise do terceiro livro da série, Rosa, uma vez que constatamos nele uma experiência radical de “desqualificação” do gênero biográfico. Assim, buscamos refletir tanto sobre sua peculiar forma em blocos de texto, quanto sobre sua narrativa que mescla dados da vida da ceramista à história (por vezes, mítica) de Portugal e ainda à trama – presente em toda a trilogia – de Álvaro e Mário Cláudio (autor-personagem), sinalizando que se trata de uma rica obra de ficção.

Biografia do Autor

Julia Pinheiro Gomes, Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ

Mestranda em Letras (Letras Vernáculas), pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ;

Bolsista da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do RJ – FAPERJ.

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Publicado

29/04/2016

Como Citar

Gomes, J. P. (2016). Rosa e o “baralho viciado” do gênero biográfico em Mário Cláudio. REVELL - REVISTA DE ESTUDOS LITERÁRIOS DA UEMS, 2(11), 61–71. Recuperado de https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/868