A “FASE ACRE” NA ARTE DE GENÉSIO FERNANDES: estereótipo, identidade nacional e discurso

Ana Carolina Nunes da Cunha Vilela-Ardenghi

Resumo


Ainda acadêmica do curso de Letras da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, conheci José Genésio Fernandes, professor que me marcou mesmo sem ter me dado aulas, mas com quem sempre pude conversar — muitas vezes demoradamente — sobre o ofício de ser professor, sobre discurso, sobre arte, sobre Brasil... Nele encontrei combinadas as qualidades que me permitem dizer, na esteira das palavras de Cora Coralina evocadas acima, ter ganhado saber e sabedoria. Dos diálogos iniciados nos corredores e transportados depois às mesas-redondas, colóquios, palestras,  comunicações, muito do meu percurso acadêmico guarda as marcas da influência desse “mestre humilde”.

Inspirada nessas trocas, apresento neste artigo reflexões suscitadas por uma pesquisa que se ocupou justamente da análise de uma certa representação de Brasil (VILELA-ARDENGHI, 2014) e que é também, em certa medida, fruto desses diálogos travados com Genésio — e com suas obras artísticas, pelas quais nutro grande admiração. Ao longo desse percurso que ora proponho, algumas de suas obras serão também objeto de breves análises.


Palavras-chave


Arte; Genésio Fernandes; Fase Acre.

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Referências


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