Política de saúde mental e cidadania

O caso da atenção à saúde em Campinas - SP

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Autores

DOI:

https://doi.org/10.61389/dfc.v6i11.7009

Palavras-chave:

Política Nacional de Saúde Mental, Cidadania, Reforma Psiquiátrica, Políticas Públicas

Resumo

Este artigo visa analisar os desafios atuais da garantia dos direitos fundamentais assegurados pelo campo das políticas públicas de saúde mental. O objetivo do estudo de caso é compreender a relação do cuidado em saúde mental, mediante diálogos sobre as mudanças das instituições psiquiátricas, os desdobramentos da implementação da Política Nacional de Saúde Mental (PNSM) e o processo de saúde e adoecimento. Como metodologia empregou-se métodos qualitativos, por meio de observação participante e realização de entrevistas semiestruturadas com os profissionais de saúde em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) no município de Campinas-SP. Os dados indicam que apesar de significativos avanços da Reforma Psiquiátrica no Brasil, persistem conflitos na distribuição desigual de direitos, subfinanciamento dos serviços públicos, os movimentos de reprodução da lógica manicomial, poder e estigmatização do sofrimento psíquico. Por fim, ao considerarmos o atual contexto sociopolítico brasileiro, identificamos as novas diretrizes do Estado ao retorno das instituições privativas de liberdade, violações dos direitos sociais, sucateamento e desmonte do Sistema Único de Saúde e, especialmente, a questão da prática ao cuidado em saúde sob hegemonia neoliberal e de controle social.

Biografia do Autor

Maycon Leandro Conceição, UFSCar

Graduado em Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos. Graduado no Curso de Licenciatura Plena em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista "Júlio Mesquita Filho"- UNESP. Possui Pós-graduação Lato Sensu pelo Programa de Aprimoramento Profissional (PAP) em Ciências Sociais em Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Mestre em Ciência Política pelo Programa de Pós-graduação em Ciência Política da Universidade Federal de São Carlos (PPGPol-UFSCar). Atualmente doutorando em Ciência Política pelo Programa de Pós-graduação em Ciência Política da UFSCar. É integrante do Grupo de Pesquisa Núcleos Associados de Pesquisa em Políticas Públicas, UFSCar. Editor-Chefe da Revista Agenda Política (ISSN 2318-8499) - Revista dos Discentes do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFSCar e membro da equipe editorial do periódico Teoria Pesquisa: Revista de Ciência Política da UFSCar (ISSN 2236-0107) - Revista dos Docentes do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFSCar. Tem experiência na área de Ciência Política e Saúde Coletiva, com ênfase em Direito à cidade e mobilidade urbana; Direitos Humanos, Cidadania, Política Públicas, Sofrimento Psíquico e Adoecimento Psicossocial; Política Pública em Saúde Mental e Drogas, Reforma Psiquiátrica Brasileira e Luta Antimanicomial; Atenção Psicossocial e Redes de Cuidado. (Texto informado pelo autor)

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Publicado

2022-05-30

Como Citar

Conceição, M. L. (2022). Política de saúde mental e cidadania: O caso da atenção à saúde em Campinas - SP. DESENVOLVIMENTO, FRONTEIRAS E CIDADANIA, 6(11), 94–117. https://doi.org/10.61389/dfc.v6i11.7009

Edição

Seção

Políticas públicas: instituições, atores e ideias