DOS ENCONTROS, DOS TRAJETOS E DAS MEMÓRIAS: A LÍNGUA MACUXÍ COMO CAUSA E OS ACERVOS COMO CONSEQUÊNCIAS NO RIO GRANDE DO SUL E EM RORAIMA

OF ENCOUNTERS, JOURNEYS AND MEMORIES: THE MACUXÍ LANGUAGE AS A CAUSE AND THE COLLECTIONS AS CONSEQUENCES IN RIO GRANDE DO SUL AND RORAIMA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.61389/r2wwn695

Palavras-chave:

Memória, Acervo, Língua Macuxí, Neusa Carson, Carlo Zacquini, Roraima

Resumo

O presente artigo nasceu de um encontro! Na época que antecedeu à Pandemia de Covid-19, quando os eventos eram presenciais e podíamos nos deslocar pelo planeta a fim de encontrar interlocutores de nossas pesquisas, angústias e causas. Desde Brasília, DF, para rememorar vivências ocorridas nos pontos extremos do país: Rio Grande do Sul e Roraima, em diferentes épocas históricas e que, como legado, aproximaram nossas pesquisas. Estávamos, de alguma forma, refazendo o percurso anteriormente efetuado pela linguista Neusa Carson, que na década de 1980 trabalhou com a língua indígena Macuxí, de origem Carib. A professora gaúcha cruzou o país para trabalhar com a alfabetização bilingue em comunidades indígenas de Roraima. No extremo norte, por sua vez, o missionário Carlo Zacquini já atuava com os povos indígenas desde a década de 1960, e cuja vida e obra se materializam hoje no Centro de Documentação Indígena do Instituto Missionário da Consolata. Desses pontos tão remotos e aparentemente sem conexão, as memórias foram reavivadas e estimuladas quando, em 2019, durante o III CIPIAL, pesquisadores se encontram em novos diálogos sobre a memória e língua Macuxi. Que os relatos ora partilhados sejam estimuladores de novos projetos e de futuros encontros nesse território tão vasto e diverso que partilhamos.

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Biografia do Autor

  • Elionete de Castro Garzoni, UERR

    Doutoranda em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas, docente da Universidade Estadual de Roraima (UERR) e pesquisadora no Centro de Documentação Indígena do Instituto Religioso dos Missionários da Consolata, em Boa Vista, RR, desenvolve pesquisa com os povos originários da Amazônia Setentrional.

  • Laisa Fernandes Tossin, UFRR

    Doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas, dedica-se ao estudo do período colonial no Brasil e no Caribe, em especial, ao estudo das ideias linguísticas geradas nos séculos XVI e XVII pelas descrições das línguas indígenas americanas. Pesquisadora residente da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da Universidade de São Paulo. ORCid: 0000-0002-4980

  • Marcos Maciel Lima Cunha, UFRR

    Mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal de Roraima, bacharel em Gestão Territorial Indígena, pelo Instituto Insikiran de Formação Superior Indígena da Universidade Federal de Roraima, atuou no Centro de Documentação Indígena do Instituto Religioso Missionários da Consolata, em Boa Vista, RR, de 2012 a 2021.

Referências

BELLOTO, Heloísa Liberalli. Arquivos permanentes: tratamento documental. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004.

HEYMANN, Luciana Quillet. “Indivíduo, memória e resíduo histórico: uma reflexão sobre arquivos pessoais e o caso Filinto Muller”, Estudos Históricos, Rio de Janeiro, n. 19, 1997.

POLLAK, Michael. “Memória, esquecimento, silêncio”, Estudos Históricos, Rio de Janeiro, n. 3, vol. 2, 1989.

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Publicado

05-09-2026

Edição

Seção

DOSSIÊ ARQUIVOS DE CULTURA E LÍNGUAS INDÍGENAS

Como Citar

DOS ENCONTROS, DOS TRAJETOS E DAS MEMÓRIAS: A LÍNGUA MACUXÍ COMO CAUSA E OS ACERVOS COMO CONSEQUÊNCIAS NO RIO GRANDE DO SUL E EM RORAIMA: OF ENCOUNTERS, JOURNEYS AND MEMORIES: THE MACUXÍ LANGUAGE AS A CAUSE AND THE COLLECTIONS AS CONSEQUENCES IN RIO GRANDE DO SUL AND RORAIMA. (2026). WEB REVISTA SOCIODIALETO, 15(44), 1-14. https://doi.org/10.61389/r2wwn695