Conceição Evaristo e Mel Duarte:
escritas de resistência
DOI:
https://doi.org/10.61389/revell.v3i41.9285Palavras-chave:
Crítica feminista; Literatura Afro-brasileira; Mulher negra; InterseccionalidadeResumo
Neste artigo fomentamos reflexões acerca do corpo feminino negro, em especial a sexualidade e a maternidade, por intermédio da crítica feminista e da literatura afro-brasileira. Propomos um diálogo interseccional entre duas obras de mulheres negras brasileiras: o conto “Quantos filhos Natalina teve?”, que integra a obra Olhos d’água (2015), de Conceição Evaristo, e o poema “Negra nua crua”, de Mel Duarte, do livro Colmeia, poemas reunidos (2021). A análise parte da hipótese de que as escritas analisadas apresentam em comum a resistência e a escrevivência na proposta de enfrentamento à opressão de gênero, raça e economia por meio dos feminismos plurais.
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