(Re)imaginar a vida e o passado

formas inespecíficas em Sai da frente do meu sol, de Felipe Charbel

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.61389/revell.v2i40.9451

Palabras clave:

Pós-autonomia; práticas inespecíficas; estética da iminência; ficção contemporânea.

Resumen

: Este artigo analisa o livro Sai da frente do meu sol (2023), de Felipe Charbel, a partir dos conceitos de “inespecificidade” e de “campo expansivo”, de Florença Garramuño (2014); na interseção da noção de “estado do estúdio” com Reinaldo Laddaga (2013), com vistas a demonstrar como nessa obra a exposição do processo de escrita e a investigação especulativa sobre a vida da personagem Ricardo (tio-avô de Charbel) contaminam a realidade na expansão a outros meios e suportes de circulação do literário. Nesse sentido, Sai da frente do meu sol transita entre gêneros díspares, como o romance, o ensaio, a biografia especulativa e a análise fotográfica, dentre outros campos, situando-se em um terreno instável entre a ficção e a não ficção. A partir da figuração estética, a narrativa explora a instância autoral como simulacro e/ou como estratégia performática capaz de desestabilizar questões sobre a representação do Outro. Assim, a história do tio Ricardo se torna uma espécie de fascínio e um exercício de fabricação do sujeito tanto para o narrador/escritor que investiga quanto para o leitor que acompanha esse processo.

Biografía del autor/a

  • Alex Bruno da Silva, UEG - Universidade Estadual de Goiás Câmpus Sudoeste

    É doutor em Estudos Literários pelo programa de Pós-graduação em Letras e Linguística da Universidade Federal de Goiás (2018-2021). Realizou estágio Pós-Doutoral também na Universidade Federal de Goiás (2023-2024). Possui graduação em Letras pela Universidade Estadual de Goiás (2006). Especialização em língua portuguesa e literatura brasileira pela UEG (2008). Especialização em Gênero em diversidade na escola pela UFG (2015). Concluiu o mestrado pelo programa Letras e Linguística na Universidade Federal de Goiás (2018). É docente do Departamento de Letras da Universidade Estadual de Goiás (Câmpus Sudoeste/Quirinópolis). Tem experiência na área de Literatura brasileira,atuando principalmente nos seguintes temas: literatura e estudos de gênero (gender), literatura e homoerotismo, literatura e estudos culturais, representação e autorrepresentação de grupos marginalizados na literatura. É membro do grupo de pesquisa "Estudos sobre a narrativa brasileira contemporânea" (CNPQ/UFG).

  • Flávio Pereira Camargo , Universidade Federal de Goiás

    Flávio Pereira Camargo é Professor Associado de Literatura Brasileira da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás, com atuação na Graduação e no Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística, desenvolvendo pesquisas e orientações acerca da relação entre literatura, estudos de gênero, diversidade sexual e teoria queer. É líder do Grupo de Pesquisa “Estudos sobre a narrativa brasileira contemporânea” (CNPq/UFG) e membro do GT “Gêneros e sexualidades dissidentes na literatura e em outras artes” da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (Anpoll).

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Publicado

2026-03-10

Cómo citar

(Re)imaginar a vida e o passado: formas inespecíficas em Sai da frente do meu sol, de Felipe Charbel . REVELL - REVISTA DE ESTUDIOS LITERARIOS DA UEMS, [S. l.], v. 2, n. 40, p. 179–191, 2026. DOI: 10.61389/revell.v2i40.9451. Disponível em: https://periodicosonline.uems.br/REV/article/view/9451. Acesso em: 14 apr. 2026.