(Re)imaginar a vida e o passado
formas inespecíficas em Sai da frente do meu sol, de Felipe Charbel
DOI:
https://doi.org/10.61389/revell.v2i40.9451Palabras clave:
Pós-autonomia; práticas inespecíficas; estética da iminência; ficção contemporânea.Resumen
: Este artigo analisa o livro Sai da frente do meu sol (2023), de Felipe Charbel, a partir dos conceitos de “inespecificidade” e de “campo expansivo”, de Florença Garramuño (2014); na interseção da noção de “estado do estúdio” com Reinaldo Laddaga (2013), com vistas a demonstrar como nessa obra a exposição do processo de escrita e a investigação especulativa sobre a vida da personagem Ricardo (tio-avô de Charbel) contaminam a realidade na expansão a outros meios e suportes de circulação do literário. Nesse sentido, Sai da frente do meu sol transita entre gêneros díspares, como o romance, o ensaio, a biografia especulativa e a análise fotográfica, dentre outros campos, situando-se em um terreno instável entre a ficção e a não ficção. A partir da figuração estética, a narrativa explora a instância autoral como simulacro e/ou como estratégia performática capaz de desestabilizar questões sobre a representação do Outro. Assim, a história do tio Ricardo se torna uma espécie de fascínio e um exercício de fabricação do sujeito tanto para o narrador/escritor que investiga quanto para o leitor que acompanha esse processo.
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