Ir e vir ao outro
a escrita de Tamara Kamenszain entre vates e poetisas
DOI:
https://doi.org/10.61389/revell.v2i40.9555Palabras clave:
Tamara Kamenszain, Tradição, Filiação, Livros pequenos, Garotas em tempos suspensosResumen
Este artigo procura ler algumas formas como a escrita recente de Tamara Kamenszain se relaciona com o outro. Esse movimento pode ser dividido, a princípio, em duas partes: por um lado, trata-se de um afastamento de certas formas grandiosas de fazer literatura, associadas a esses que ela chama vates; por outro, é possível ver uma aproximação a autoras – principalmente mulheres, mas também alguns homens a quem ela nomeia antivates – que escrevem a partir da pequenez e de um tom menor. Para isso, parte-se aqui da leitura das duas últimas obras publicadas pela autora argentina em vida, Livros pequenos (Kamenszain [2020] 2021) e Garotas em tempos suspensos (Kamenszain [2021] 2022), colocando-os em contato com outras obras de autores e autoras como Octavio Paz ([1972] 2013, [1981] 2014), Harold Bloom ([1973] 2002), Margo Glantz (1992), Sylvia Molloy (2010), Julia Kristeva (2011) e Paloma Vidal (2017). A leitura se guia principalmente através de momentos de Livros pequenos em que é possível ler essas aproximações e afastamentos, acompanhados de uma reformulação das noções de filiação e da influência. Assim, propõe-se que a literatura de Tamara Kamenszain se constrói como uma escrita que não se fecha em si mesma, mas sim que se abre ao outro de forma que não existe sem sua presença e sua constituição.
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