Identidade e decolonialidade em quarto de despejo
DOI:
https://doi.org/10.61389/revell.v2i40.9384Palabras clave:
Colonialidade do poder;, Decolonialidade;, Identidade.Resumen
Neste trabalho apresentamos algumas reflexões a respeito da importância do pensamento decolonial para a construção da identidade do sujeito. Com esse objetivo, explanamos alguns pressupostos teóricos que versam, principalmente sobre a Decolonialidade do poder, do ser e do saber. Nessa esteira, mostramos alguns conceitos sobre a Colonialidade, a Modernidade, a Transmodernidade e as suas implicações nas relações sociais entre sujeitos em distintas configurações, tais como: de classes, de gêneros e de etnias. Além disso, buscamos mostrar formas de como o pensamento decolonial reverbera no modo como se dá a formação da identidade de sujeitos críticos. Assim, com o intuito de melhor demonstrar esse cenário no contexto brasileiro, trouxemos algumas reflexões sobre o Romance autobiográfico Quarto de despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus, no qual a autora recorre à leitura e à escrita para sobreviver à sua realidade, recorrendo a memórias e ao misto de sentimentos que a ajudam a apresentar diversos episódios da sua vida. Pelo romance supracitado foi possível exemplificar, a partir da história de vida de apenas uma personagem, realidades brasileiras existentes sobre a população negra, feminina, mãe e de classe baixa, frente aos mecanismos políticos, econômicos e educacionais unilaterais, que estão direcionados a favorecerem apenas um grupo privilegiado da sociedade.
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