Gênero e resistência em Torto Arado de Itamar Vieira Jr
uma reflexão sobre a decolonialidade
DOI:
https://doi.org/10.61389/revell.v2i40.9291Palavras-chave:
Decolonialidade; Resistência feminina; Torto AradoResumo
O romance Torto Arado de Itamar Vieira Jr nos permite, dentre outras, uma discussão sobre os conceitos de colonialidade e decolonialidade refletindo sobre como a realidade está longe de ser a adequada, sobretudo para as mulheres. Dessa forma, o presente trabalho visa discutir esses conceitos abordando a posição decolonial, partir do recorte da configuração das figuras femininas, compreendendo de que forma as personagens: Bibiana, Belonísia e Donana, rompem com o estereótipo estabelecido para se transfigurarem em instrumentos de luta e subversão, revelando formas distintas de resistência. Como aporte teórico nos apoiaremos nos textos de Mignolo (2017), Kilomba(2019), Spivak (2012), Zinani (2006), dentre outros que nortearão esta pesquisa.Com base nas análises realizadas, percebe-se que a leitura da obra, possibilita uma provocação ao leitor, mantendo relação com a realidade social e traz luz à voz de mulheres resistentes, protetoras e provedoras que atravessaram tudo, suportando a crueldade que lhes foi imposta.
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