A figura paterna em “La jornada de Pachi Achi”, “La señora Fez” e “No se habló más”
DOI:
https://doi.org/10.61389/revell.v2i40.9322Palavras-chave:
Conto, Josefina Plá, Ángeles Mastretta, Masculinidade hegemônica, Figura paternaResumo
O objetivo deste artigo é analisar a figura paterna nos contos “La Jornada de Pachi Achi” (Josefina Plá), “La señora Fez” e “No se habló más” (ambos de Ángeles Mastretta). A pesquisa busca compreender a paternidade como uma representação social do papel masculino, investigando como os pais são retratados nessas narrativas. Em “La Jornada de Pachi Achi”, Pacífico é apresentado como um homem autoritário e distante, que não demonstra afeto pelo filho e mantém sua esposa, Melina, e sua cunhada, Maia, sob seu domínio. A narrativa expõe a dinâmica de poder dentro da família patriarcal e a opressão das mulheres. No conto “La señora Fez”, o senhor Fez é um homem negligente e viciado, cuja presença na vida familiar é mínima. Após sua morte, sua esposa Domingas cria uma imagem idealizada dele para os filhos, transformando-o em um herói, apesar de sua ausência e irresponsabilidade. Já em “No se habló más”, Don Felipe é um homem rico e poderoso que tem um filho fora do casamento, mas se recusa a reconhecê-lo. Sua esposa, Paz Gutiérrez, assume a responsabilidade pela criança, demonstrando empatia e proteção, enquanto Don Felipe mantém uma postura autoritária e indiferente. O estudo conclui que a paternidade, nas três narrativas, é marcada pela ausência emocional, pelo autoritarismo e pela falta de afeto. Os personagens masculinos são representados como provedores financeiros, mas não como figuras cuidadoras, reforçando a ideia de uma masculinidade hegemônica e distante das demandas afetivas da família.
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