A PRESENÇA CHIQUITANA EM PORTO ESPERIDIÃO
um olhar da decolonialidade a partir de brincadeiras
DOI:
https://doi.org/10.61389/rbecl.v9i20.10106Palavras-chave:
Educação, Cultura, Decolonialidade.Resumo
Este artigo foi desenvolvido no âmbito do Grupo de Pesquisa Corpo, Educação e Cultura, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso, na Linha de Pesquisa Movimentos Sociais, Política e Educação Popular. Tem como objetivo compreender o brincar como espaço formativo que expressa a realidade vivida por crianças na fronteira Brasil–Bolívia, na Escola Municipal Maria Gregória Ortiz Cardoso, buscando identificar e descrever as práticas sociais do brincar de estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental, no município de Porto Esperidião (MT). Trata-se de uma pesquisa participante que se desenvolve a partir da análise do cotidiano escolar e das vivências das crianças, utilizando a etnografia do cotidiano como abordagem metodológica. O estudo dialoga com pesquisas sobre relações étnico-raciais no contexto da história e cultura Chiquitano, considerando a presença desse povo originário na região de fronteira. Nessa perspectiva, busca-se compreender as brincadeiras a partir do reconhecimento de suas práticas sociais, bem como dos sentidos e significados que produzem na formação social das crianças que vivem na área urbana de Porto Esperidião. A investigação se sustenta no diálogo entre culturas e na educação em uma perspectiva intercultural crítica, orientada por um viés decolonial, situando a escola da fronteira Brasil–Bolívia como espaço de coexistência e negociação de saberes.
Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018.
BROUGÈRE, G. Jogo e educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998
CARVALHO, Rayann Kettuly Massahud de. A utopia decolonial: o projeto transmoderno, pluriversal e o direito à diferença de igualdade. Percurso, Florianópolis, v.21, p. 130 – 152. /dez.2020.
FUNARI, Pedro Paulo; PIÑON, Ana. A temática indígena na escola: subsídios para os professores. São Paulo: Editora Contexto, 2020.
Gil, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo : Atlas, 2008.
GRANDO, Beleni S. Cultura e Dança em Mato Grosso: Catira, Curussé, Folia de Reis, Siriri, Cururu, São Gonçalo, Rasqueado e Dança Cabocla na Região de Cáceres. Cuiabá: Central de Texto, 2002.
JANUÁRIO, Elias Renato da Silva. 2004. Caminhos da Fronteira. Educação e Diversidade em Escolas da Fronteira Brasil-Bolívia. Ed.Unemat, Cáceres-MT.
KISHIMOTO, T. M. (apud Froebel). Jogo, brinquedo, brincadeira e educação. 3ªed. São
KÖCHE, José Carlos. Fundamentos de Metodologia Cientifica: Teoria da Ciência e Iniciação à pesquisa. 22ª ed. Rio de Janeiro, 2004.
Paulo: Cortez, 1999.
RICHARDSON, R. J. Pesquisa social: métodos e técnicas.São Paulo: Atlas, 1999
TASSINARI, A. M. I. Escola indígena: novos horizontes teóricos, novas fronteiras da educação. In: LOPES da SILVA, A.; FERREIRA, M. K. L. (Org.) Antropologia, história e educação: a questão indígena e a escola. São Paulo: Global, 2001.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
DECLARAÇÃO DE ORIGINALIDADE E EXCLUSIVIDADE E CESSÃO DE DIREITOS AUTORAIS
Declaro que o presente artigo é original e não foi submetido à publicação em qualquer outro periódico nacional ou internacional, quer seja em parte ou na íntegra. Declaro, ainda, que após publicado pela REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO, CULTURA E LINGUAGEM, ele jamais será submetido a outro periódico. Também tenho ciência que a submissão dos originais à (REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO, CULTURA E LINGUAGEM implica transferência dos direitos autorais da publicação digital. A não observância desse compromisso submeterá o infrator a sanções e penas previstas na Lei de Proteção de Direitos Autorais (nº 9610, de 19/02/98).
