A polifonia literária bakhtiniana

uma leitura de Caim, de José Saramago

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DOI:

https://doi.org/10.61389/revell.v3i36.8232

Palavras-chave:

Polifonia, Monologia, Saramago, Caim, Bakhtin

Resumo

Este artigo tem como objetivo fazer uma leitura de Caim, último romance de José Saramago, sob a luz dos escritos teóricos de Mikhail Bakhtin sobre a polifonia. Além disso, busca-se discutir o caráter polifônico muitas vezes atribuído ao autor português, que vai de encontro com as definições postuladas pelo teórico russo. A fim de expor essa problemática, alguns autores, além do próprio Bakhtin, serão abordados, como Lucas Maciel e Paulo Bezerra, que contribuem para um melhor entendimento do conceito bakhtiniano de polifonia que, em sua origem, é estritamente literário e direcionado para análise das especificidades estéticas de Fiódor Dostoiévski. Assim sendo, a partir do que é postulado por Bakhtin defende-se que Caim, devido às suas características formais, se organiza como um romance monológico e não polifônico, dadas as determinações estéticas de José Saramago.

Biografia do Autor

Frederico Dias Rosa Alves Teixeira, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Mestre em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – Brasil. Doutorando em Letras na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – Brasil. Bolsista CAPES – Brasil. ORCID iD: E-mail: fred.dias@live.com

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Publicado

2024-07-10

Como Citar

TEIXEIRA, Frederico Dias Rosa Alves. A polifonia literária bakhtiniana: uma leitura de Caim, de José Saramago. REVELL - REVISTA DE ESTUDOS LITERÁRIOS DA UEMS, [S. l.], v. 3, n. 36, p. 122–144, 2024. DOI: 10.61389/revell.v3i36.8232. Disponível em: https://periodicosonline.uems.br/index.php/REV/article/view/8232. Acesso em: 22 jul. 2024.