A PRÁTICA DE ANÁLISE LINGUÍSTICA NOS LIVROS DIDÁTICOS: UM ESTUDO COMPARATIVO

Autores

  • Andréia de Fátima Rutiquewiski Gomes Universidade Tecnológica Federal do Paraná
  • Denise Candido FAE Centro Universitário

Resumo

Mesmo não constituindo o recurso ideal, sabe-se que o manual didático, muitas vezes, ainda norteia o ensino-aprendizagem de língua materna. Desse modo, estudos de análise de materiais escolares tornam-se relevantes, pois contribuem para discutir a relação entre teoria pressuposta e atividades com a própria língua. Neste artigo, investigam-se e comparam-se os encaminhamentos teórico-metodológicos para a prática de análise linguística em dois livros direcionados ao sexto ano do Ensino Fundamental. Documentos oficiais (BRASIL, 1998; 2013) e autores como Bakhtin (1997[1979]; 2006[1973]; 2013[1997]), Geraldi (2001[1984]), Mendonça (2006) e Antunes (2007, 2014) respaldam as considerações. Os resultados indicam que, embora uma das obras tenha demonstrado problemas no que diz respeito às bases para o trabalho com a análise linguística, a outra indicou já certa apropriação dos seus pressupostos.

Biografia do Autor

Andréia de Fátima Rutiquewiski Gomes, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Professora de Língua Portuguesa e Linguística do Departamento de Linguagem e Comunicação da Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

Denise Candido, FAE Centro Universitário

Pós-Graduanda em Produção e Revisão Textual - FAE Centro Universitário.

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Publicado

31/03/2017

Como Citar

Gomes, A. de F. R., & Candido, D. (2017). A PRÁTICA DE ANÁLISE LINGUÍSTICA NOS LIVROS DIDÁTICOS: UM ESTUDO COMPARATIVO. WEB REVISTA LINGUAGEM, EDUCAÇÃO E MEMÓRIA, 11(11), 63–93. Recuperado de https://periodicosonline.uems.br/index.php/WRLEM/article/view/1545