CIDADE É MEMÓRIA: UM PASSEIO PELA URBE NO “POEMA DA FEIRA DE SANTANA” DE GODOFREDO FILHO

Cristiane Tavares Santos Melo

Resumo


Apesar de possuir uma sintonia diferenciada com os tempos modernos, se comparada aos estados da Região Sudeste, a literatura baiana também vai privilegiar a cidade, símbolo da modernidade e do imaginário do poeta moderno. Godofredo Filho, considerado por muitos críticos como precursor do modernismo na Bahia, explora aspectos da vida urbana em sua lírica. O poeta dedicou obras e poesias a algumas cidades como Salvador - BA, Feira de Santana - BA e Ouro Preto MG. Não obstante à vasta produção do autor, neste trabalho, faremos apenas o estudo do “Poema da Feria de Santana”, escrito em Salvador, no mês de março de 1926 e publicado em 1977. Neste poema, o eu lírico esboça o mapa da cidade de Feira de Santana, no passado, misturando poesia e narrativa memorialistas, que alternam entre as imagens de valorização e transformação da cidade, suas desilusões, degradações, saudosismo e memórias poéticas sobre a infância, a família e a vida. As imagens criadas alegorizam-se para falar de si, delineando a relação entre o poeta e a cidade. Nosso objetivo, portanto, será pensar sobre a temática da cidade, como um dos elementos da modernidade, presente no referido poema.

Palavras-chave


Cidade; Godofredo Filho; Modernidade; Poema

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ISSN: 2237-8332