Mídia, redes de memória e trajetos dos sentidos: produção de sentido do sistema de cotas.

Claudinei Marques dos Santos, Marlon Rodrigues Leal

Resumo


A questão das cotas para negros em universidades públicas, nos últimos anos, tem sido discutida no discurso da mídia, principalmente no da imprensa escrita. Desde que se começou a implantar nas universidades públicas, a política de cotas para negros, que a mídia impressa representada pela revista Veja, começou a fazer frequentes "ataques" discursivos referente a este sistema.À luz da ideologia dominante, (Orlandi, 2008) a revista discute as cotas e coloca-se como porta-voz da sociedade, para isso insere no imaginário social um discurso (Pechêux, 1999) de representação do sistema cotas, em que reconfigura trajetos, praticas discursivas inscritas em redes de memória, para impedir a circulação de sentido referente às cotas, isto é, tenta fazê-las perderem o seu efeito de sentido na contemporaneidade, que é, reparar os séculos de escravidão, preconceito, exclusão e marginalização social de negros que, historicamente foram impedidos de participarem dos ambientes, apenas pelo motivo de terem a pele negra. Fatos que ainda se fazem presentes na sociedade Brasileira, através das desigualdades sociais, principalmente de acessos aos lugares sociais, que é, onde os negros são inibidos de participarem, uma vez que os discursos de negação ao direitos sociais, ainda se fazem presentes nos discursos das instituições. Dessa forma, este trabalho busca-se analisar os trajetos de sentido, os sentidos discursivosconstruídos a partir de redes de memória, através do corpora da revista Veja de 2007 e 2009 edições Nº 2011 de 6 de junho de 2007, e Nº 2102 de 03 fevereiro de 2009, cujos discursos referem-se ao sistema de cotas.

Palavras-chave


Cotas; Discurso; Ideologia; Mídia; Sentido.

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ISSN: 2237-8332