Um uivo para o infinito em memória de Caio Fernando Abreu

Adriane Figueira Batista (Universidade de São Paulo)

Resumo


Caio Fernando Abreu como iluminação literária e acadêmica que guia meus passos e aponta sempre por errantes caminhos, é nessa reflexão que se propõe o “guru” que destitui tronos e “desonra” coroas normativas – um cânone que subverte a linguagem. Sua literatura transita pelo caos, pelos estilhaços da realidade que se atualiza a cada instante. Revisitar sua obra é aceitar mergulhar nesse circuito de afetos, buscando desenhar no infinito uma cartografia sentimental que justifique as honrarias a ele atribuídas antes e depois da sua morte. O presente artigo presta homenagem aos 70 anos de seu nascimento e pretende debater questões de teor subjetivo que dilatem os olhares, recolham e ampliem os fragmentos desse discurso amoroso e tão humano que fomenta novas estéticas e atualiza devires.

Palavras-chave


Caio Fernando Abreu; Afetos; Devires.

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ISSN: 2237-8332