MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NO CONSÓRCIO DE MILHO COM Urochloa ruziziensis
DOI:
https://doi.org/10.32404/rean.v12i1.8701Palavras-chave:
Zea mays, Integração lavoura-pastagens, Herbicidas em consórcio de plantasResumo
Populações de plantas daninhas em sistema de monocultivo ou sucessão de culturas aumentam em condições de manejo inadequado. Entretanto, o consórcio de Urochloa ruziziensis com milho pode reduzir a população de plantas daninhas, favorecendo o manejo. O objetivo do trabalho foi buscar opções de controle químico de plantas daninhas na cultura do milho consorciado com U. ruziziensis. Foram conduzidos dois experimentos na safra de inverno 2022, nos municípios de Cafezal do Sul-PR e Brasilândia do Sul-PR. O delineamento experimental foi de blocos casualizados com 10 tratamentos e 4 repetições, sendo os tratamentos: Testemunha, atrazine (2,0 L p.c. ha-1), atrazine+nicosulfuron (2,0 L + 0,4 L p.c. ha-1), atrazine+mesotrione em três combinações de doses (1,0 L + 0,5 L; 1,5 L+ 0,75 L e 2,0 L + 0,5 L, p.c. ha-1, respectivamente), terbuthylazine em três doses (1,5 L, 2,0 L e 2,5 L p.c. ha-1) e terbuthulazine+mesotrione (1,5 L+ 0,2 L p.c. ha-1). A aplicação ocorreu no estádio de seis folhas desenvolvidas (V6) do milho. As variáveis avaliadas foram porcentagem de controle aos 7, 14, 21, 28, 35 e 42 dias após a aplicação, com base em escala visual de notas de injúrias e biomassa seca de plantas daninhas e de U. ruziziensis. Os tratamentos com terbuthylazine+mesotrione (750+96 p.c. ha-1) e atrazine+mesotrione (1000+50 p.c. ha-1), foram os mais eficientes no controle de plantas daninhas em todas as épocas de avalição com porcentagem de controle acima de 80%. Combinações entre os herbicidas atrazine+mesotrione, terbuthylazine (3 doses) e a mistura de terbuthylazine+mesotrione, resultaram em menor massa seca de plantas daninhas. A massa seca de U. ruziziensis quando aplicado atrazine (1.000 p.c. ha-1) e terbuthylazine+mesotrione (750+96 p.c. ha-1) foram maiores inclusive em comparação à não aplicação dos herbicidas.
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