DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DE VOÇOROCA LOCALIZADA EM ÁREA RURAL DO MUNICÍPIO DE RIO CLARO (SP)
análise geomorfológica e proposta de recuperação
DOI :
https://doi.org/10.61389/geofronter.v12.10461Mots-clés :
Voçoroca, Erosão linear, Medidas de recuperaçãoRésumé
A formação de feições erosivas lineares é um processo de degradação ambiental associado à erosão hídrica linear intensa, que pode culminar na degradação do solo, na redução de solo fértil, no assoreamento e/ou contaminação de cursos hídricos e, em estágios avançados, na exposição do nível freático. Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo realizar o diagnóstico ambiental de uma voçoroca localizada em área rural do Campo do Cocho, no município de Rio Claro (SP), com foco na análise geomorfológica local e na proposição de medidas para sua recuperação. Para alcançar o objetivo proposto foram realizadas as seguintes etapas metodológicas: revisão bibliográfica, mapeamentos e levantamento de informações em trabalho de campo. Os resultados obtidos indicaram que a voçoroca do Campo do Cocho apresenta características de um processo erosivo avançado, com canais profundos e expansão ativa. Entre os fatores que contribuem para sua formação estão o uso inadequado da terra associado ao desmatamento para o plantio de milho e cana-de-açúcar e pecuária extensiva em áreas de declividades acentuadas. Como proposta de recuperação, sugere-se isolamento da área, terraceamento, construção de paliçadas, aplicação de geotêxteis e geomantas, hidrossemeadura, plantio de mudas e implementação de um sistema agroflorestal. Nesse contexto, conclui-se que a recuperação da feição erosiva requer a adoção de medidas em seu interior e nas áreas adjacentes, a fim de conter o avanço da erosão e promover o desenvolvimento socioeconômico da região de entorno.
Références
ANTONIO FILHO, F. D. Crescimento Urbano e Recursos Hídricos: o caso de Rio Claro (SP). Estudos Geográficos: Revista Eletrônica de Geografia, v. 1, n. 1, p. 55-62, 2003.
ARAÚJO, G. H. S.; ALMEIDA, J. R.; GUERRA, A. J. T. Gestão Ambiental de Áreas Degradadas. 4. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009. 320p.
AZEVEDO, R. L.; RIBEIRO, G. T.; AZEVEDO, C. L. L. Feijão guandu: uma planta multiuso. Revista da FAPESE, v.3, n.2, p.81-86, 2007.
BARRELA, C. Aplicação de Geossintéticos no Controlo da Erosão Superficial e Costeira. Relatório 206/2007 – NGE, LNEC, Departamento de Geotecnia. Núcleo de Geologia de Engenharia, Lisboa, Portugal, 51p. maio. 2007.
CENTRO DE ANÁLISE E PLANEJAMENTO AMBIENTAL (CEAPLA). Dados pluviométricos. Rio Claro: Universidade Estadual Paulista (UNESP), 2025.
COUTO, B. de O. C. Estudo da erodibilidade em horizontes de taludes de corte rodoviário por meio de procedimentos de laboratório e de campo. 2020. xx, 229 f., il. Tese (Doutorado) – Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2020. Disponível em: http://www.repositorio.ufop.br/jspui/handle/123456789/12359. Acesso: 22 jan. 2025.
DUARTE, D. J. Recuperação de área degradada: experiência com implementação do projeto de Nucleação. 2021. Disponível em: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/61534. Acesso: 4 abr. 2025.
EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA (EMBRAPA). Sistemas agroflorestais. 2014. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/997488/1/sistemasagrofloresta is.pdf. Acesso em: 21 jan. 2025.
FERREIRA, J. C. P. Evolução espaço-temporal de erosões lineares no município de Rio Claro/SP. 2021. Disponível em: http://hdl.handle.net/11449/214322. Acesso em: 2 fev. 2025.
FUSHIMI, M. Vulnerabilidade Ambiental aos processos erosivos lineares nas áreas rurais do município de Presidente Prudente - SP. 2012. 141 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Programa de Pós-Graduação, 2012.
FUSHIMI, M.; RODRIGUES NUNES, J. Vulnerabilidade aos sulcos e ravinas em setores de gramínea de Presidente Prudente - SP como subsídio ao planejamento ambiental. GEOFRONTER, [S. l.], v. 8, 2022. DOI: 10.61389/geofronter.v8.7053. Disponível em: https://periodicosonline.uems.br/index.php/GEOF/article/view/7053. Acesso em: 27 abr. 2025.
GUERRA, A. J. T. A erosão dos solos no contexto social. Anuário do Instituto de Geociências, v. 17, p. 14-23, 1994.
GUERRA, A. J. T. Processos erosivos nas encostas. In: GUERRA; A. J. T.; CUNHA, S. B. Geomorfologia: Uma atualização de bases e conceitos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998, p. 149 - 199.
GUIMARÃES, J. C. C. et al. Abordagem de práticas conservacionistas na recuperação de voçorocas. Enciclopédia Biosfera, Centro Científico Conhecer-Goiânia, v. 8, n. 14, 2012.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Banco de Dados e Informações Ambientais (BDIA). Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias/informacoes-ambientais/geologia/23382-banco-de-informacoes-ambientais.html. Acesso em: 2 fev. 2025.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Rio Claro. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/sp/rio-claro.html. Acesso em: 3 fev. 2025.
INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE). Projeto PRODES: monitoramento da floresta por satélite – uso e cobertura da terra. INPE, 2023. Disponível em: https://terrabrasilis.dpi.inpe.br/. Acesso em: 3 fev. 2025.
MATOS, R. S. Efetividade do uso da biomanta de fibra de coco nos taludes da BA 535 (Via Parafuso), Camaçari, Bahia. 2018.
MICHETTE, J. F. Modelos de previsão de erosão pluvial utilizando SIG: estudo na bacia hidrográfica da Represa do Lobo (Broa), SP. 2015.
PENTEADO, M. M. Geomorfologia do setor centro-ocidental da Depressão Periférica Paulista. 1976. 86 p. Tese (Doutorado em Geografia Física) – Instituto de Geografia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1976.
PRELLWITZ, W. P. V.; COELHO, F. C. Produtividade de colmos, índice de área foliar e acúmulo de N na soca de cana-de-açúcar em cultivo intercalar com Crotalaria juncea L. Ceres, v.58, n.6, 2011.
SALES, Thiago José Moreira. Estudo da aplicação de geossintético no controle de erosão. 2017. Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/24859. Acesso em: 4 abr. 2025.
SANTOS JUNIOR, J. et al. Consórcio de cana-de-açúcar com milho: recomendações de manejo para a região do Cerrado. Embrapa, 2020 (Embrapa Cerrados. Circular Técnica, 45). Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1127456/1/CT-45-web.pdf. Acesso em: 3 abr. 2025.
SECRETARIA DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE. DataGEO: sistema ambiental paulista – solos. São Paulo, 2017. Disponível em: https://datageo.ambiente.sp.gov.br/. Acesso em: 3 fev. 2025.
SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL. Carta geológica do Brasil ao milionésimo. Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais. Brasília: CPRM, 2004.
SOUZA, N. da C. Dinâmica do uso e ocupação da terra associada ao crescimento de processos erosivos lineares e aos aspectos sociodemográficos e físico-estruturais. 2020. Tese de Doutorado. Tese de doutorado). Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, Brasil.
TAVARES, S. R. L. et al. Curso de recuperação de áreas degradadas: a visão da ciência do solo no contexto do diagnóstico, manejo, indicadores de monitoramento e estratégias de recuperação. 2008. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/ /publicacao/340067. Acesso em: 22 jan. 2025.
ZAINE, J. E. Geologia da Formação Rio Claro na Folha Rio Claro (SP). Rio Claro, SP. 1994. 98 p. Dissertação (Mestrado em Geociências e Meio Ambiente) – 63 - Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 1994. Disponível em: http://hdl.handle.net/11449/92931. Acesso em: 2 fev. 2025.
ZAINE, J. E. Mapeamento geológico geotécnico por meio do método do detalhamento progressivo: ensaio de aplicação na área urbana do Município de Rio Claro (SP). 2000. 149 p. Tese (Doutorado em Geociências) - Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2000. Disponível em: http://hdl.handle.net/11449/102900. Acesso em: 2 fev. 2025.
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence

Ce travail est disponible sous licence Creative Commons Attribution - Pas d'Utilisation Commerciale - Pas de Modification 4.0 International.
Os autores concedem à revista GEFRONTER os direitos autorais sobre o texto aceito para publicação. Autorizações especiais podem ser concedidas mediante aceite do editor do periódico.