Um novo corpo para o mesmo coração ardente
a obra de Rosita Beas no contexto da Explosão Social Chilena de 2019
Palavras-chave:
memória, corpo, filosofia da imagem, dinamogramaResumo
Neste artigo, analiso a obra artística de Rosita Beas no contexto da Explosão Social Chilena de 2019, com foco em sua proposta de "santos populares" e na redefinição do Sagrado Coração em figuras culturais e políticas. Utilizando uma abordagem interdisciplinar que articula a filosofia da imagem e o dinamograma warburgiano, argumento que as imagens criadas por Beas — como Sagrado Coração de Felipe Camiroaga — funcionam como agentes de memória e esperança em tempos de crise social. Longe de serem meras representações, as imagens ativam memórias incorporadas, envolvem emoções coletivas e atualizam símbolos religiosos antigos em novas formas e mídias. Nesse processo, a arte de Beas articula ironia e espiritualidade, criando uma forma de resistência estética que responde às tensões políticas e sociais do momento. A migração do Sagrado Coração de suas origens católicas tradicionais para novas expressões populares também é examinada, destacando sua capacidade de redefinir a dor coletiva e oferecer horizontes de esperança. Dessa forma, concluo que a artista realiza um diálogo na multiplicidade do tempo que ressoa como memória e liberdade nos corpos, nossos corpos e aqueles que nos desafiam a partir de suas velas, camisetas e xícaras, como fizeram nas paredes do Estallido.
Referências
ALLOA, Emmanuel. Introducción. Entre transparencia y opacidad, lo que la imagen da a pensar. En Pensar la imagen. Ed. Publicación en español Raúl Rodríguez Freire. Santiago: Metales Pesados, 2020.
ALLOA, Emmanuel. ¿Antropologizar lo visual? En Pensar la imagen II. Antropologizar lo visual. Ed. Emanuel Alloa. Publicación en español Raúl Rodríguez Freire. Santiago: Metales Pesados, 2022, p. 9-40.
BELTING, Hans. Imagen y culto. Una historia de la imagen anterior a la edad del arte. Trans Cristina Diez y Jesús Espino. Madrid: Akal: 2009.
BELTING, Hans. Antropología de la imagen. Trans. Gonzalo Véliz Espinoza. México: Katz, 2010.
BELTING, Hans. Cruce de miradas. La pregunta por la imagen como pregunta por el cuerpo. En Filosofía de la imagen. Ed. Ana García Vargas. Salamanca: Ediciones Salamanca, 2011, p. 179-210.
BELTING, Hans. Imagen, medium, cuerpo: un nuevo acercamiento a la iconología. Trans. Oscar Gómez. Cuadernos de Información y Comunicación, vol. 20 2015, p. 153-170. http://dx.doi.org/10.5209/rev_CIYC.2015.v20.49382. Accedido el 18 e septiembre de 2019.
BERGSON, Henri. La risa. Ensayo sobre la significación de lo cómico. Editor digital: Titivillus.
BOEHM, Gottfried. Iconoclasmo. Borrado – Superación – Negación. En Boehm, G. Cómo producen sentido las imágenes. La fuerza del mostrar. Berlin: Berlin University Press, 2010, pp. 54-71. Traducción: Roberto Rubio. Sólo para uso del curso “Pensamiento e Imagen”. Universidad Alberto Hurtado. https://es.scribd.com/document/469531497/2010-Boehm-Negacion-iconica-extracto-pdf.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Cómo abrir los ojos: Prólogo. En FAROCKI, Harun (Org.). Desconfiar de las imágenes. Buenos Aires: Caja Negra, 2013, p. 13-35.
GARCÍA, Ana. Lógica(s) de la imagen. En Filosofía de la imagen. Ed. Ana García Vargas. Salamanca: Ediciones Salamanca, 2011, p. 15-56.
JAY, Martin. Ojos abatidos. La denigración de la visión en el pensamiento francés del siglo XX. Trans. Francisco López Martín. Madrid: Ediciones Akal, S. A., 2007.
JIMÉNEZ, Lily. Ver, tocar, creer: travesías de la mirada religiosa en las estampitas devocionales. AISTHESIS No 68, 2020, p. 161-178. https://doi.org/10.7764/68.9 Accedido el 7 de junio de 2024.
JONAS, Hans. Herramienta, imagen y tumba, lo transanimal en el ser humano. En Pensar sobre Dios y otros ensayos. Trans. Angela Ackermann Pilári. Barcelona: Herder, 1998.
KRIEGER, Peter. El ritual de la serpiente. Reflexiones sobre la actualidad de Aby Warburg, en torno a la traducción al español de su libro Schlangenritual. Ein Reisebericht. Anales del Instituto de Investigaciones Estéticas, No. 88, 2006, p. 239-251. DOI: http://dx.doi.org/10.22201/iie.18703062e.2006.88.2208 Accedido el 4 de abril de 2022.
LOSIGGIO, Daniela. Aby Warburg y el pathos superviviente. De la psicología a la memoria social. AISTHESIS, No 67, 2020, p. 103-121. https://www.scielo.cl/pdf/aisthesis/n67/0718-7181-aisthesis-67-103.pdf Accedido el 12 de octubre de 2022.
MOREIRAS, Alberto. Infrapolítica –el proyecto. Revista de cultura Papel Máquina 10. Santiago: Editorial Palinodia, 2016.
SOTO, Andrea. Indisciplinas de la mirada. Santiago: Kikuyo, 2025.
ULM, Hernán. Aby Warburg y el ritual de las imágenes. MODOS. Revista de História da Arte. Campinas, v. 4, n.3, 2020, p.121-131, https://www.publionline.iar.unicamp.br/index.php/mod/article/ view/4666; DOI: https://doi.org/10.24978/mod.v4i3.4666. Accedido el 15 de enero de 2022.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 REVELL - REVISTA DE ESTUDOS LITERÁRIOS DA UEMS

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
DECLARAÇÃO DE ORIGINALIDADE E EXCLUSIVIDADE E CESSÃO DE DIREITOS AUTORAIS
Declaro que o presente artigo é original e não foi submetido à publicação em qualquer outro periódico nacional ou internacional, quer seja em parte ou na íntegra. Declaro, ainda, que após publicado pela REVELL, ele jamais será submetido a outro periódico. Também tenho ciência que a submissão dos originais à REVELL - Revista de Estudos Literários da UEMS implica transferência dos direitos autorais da publicação digital. A não observância desse compromisso submeterá o infrator a sanções e penas previstas na Lei de Proteção de Direitos Autorais (nº 9610, de 19/02/98).
















