Entre violência e resistência
a função poética e a escrevivência em Olhos d’Água de Conceição Evaristo
DOI:
https://doi.org/10.61389/revell.v2i40.9477Palabras clave:
resistência, função poética, escrevivência, literatura afro-brasileira, memóriaResumen
Resumo: Este artigo analisa como a função poética de Jakobson (1973) e a escrevivência são utilizadas na obra Olhos d’Água, de Conceição Evaristo, para ressignificar narrativas de dor e exclusão, transformando-as em resistência e memória coletiva. Por meio da análise dos contos Maria, Quantos filhos Natalina teve? e Luamanda, investigou-se como a autora constrói personagens que refletem a precariedade e a desumanização, enquanto desafiam as estruturas racistas, conforme discutido por Mbembe (2018), Butler (2015) e Carneiro (2011). A pesquisa demonstra que, ao unir lirismo e denúncia, Evaristo reconfigura a literatura afro-brasileira como um espaço de transformação social, evidenciando sua relevância no debate sobre memória e resistência.
Palavras-chave: Escrevivência; Função poética; Literatura afro-brasileira; Memória; Resistência.
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