PEDAGOGAS(OS) E A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA NOS INSTITUTOS FEDERAIS DA REGIÃO SUDESTE
o que sinalizam os projetos pedagógicos dos cursos?
DOI:
https://doi.org/10.61389/k7yfxy88Palavras-chave:
Alfabetização Científica, Projetos pedagógicos de cursos, Mapeamento, Licenciatura em Pedagogia, Institutos FederaisResumo
Neste artigo, decorrente de uma pesquisa desenvolvida em um Programa de Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática, apresentamos os resultados de uma investigação de cunho teórico que visou a mapear, descrever e analisar como a Alfabetização Científica é discutida no âmbito dos Projetos Pedagógicos dos Cursos de Licenciatura em Pedagogia ofertados pelos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia presentes na Região Sudeste. Mapeamos os cursos existentes por meio da Plataforma Nilo Peçanha e, nessa trajetória, problematizamos como essa temática é apresentada em documentos que norteiam a formação inicial de futuras(os) pedagogas(os). Entre os resultados, destacamos o pequeno número de disciplinas voltadas ao Ensino de Ciências e o que pode ser compreendido como um silenciamento temático marcados pela ausência de menções ou abordagens específicas a respeito da Alfabetização Científica nesses documentos.
Referências
AGUIAR, Thiago Borges de; FERREIRA, Luciana Haddad. Paradigma Indiciário: abordagem narrativa de investigação no contexto da formação docente. Educar em Revista, [S.l.], abr. 2021. Disponível em: <https://revistas.ufpr.br/educar/article/view/74451>. Acesso em: 10 jul. 2023.
ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de. A produção acadêmica sobre formação docente: um estudo comparativo das dissertações e teses dos anos 1990 e 2000. Revista Brasileira de Pesquisa sobre Formação de Professores, v. 1, n. 1, p. 41-56, ago./dez. 2009.
ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de; et al. Pesquisa sobre formação de professores: síntese do II Simpósio de grupos de pesquisa do GT 8 da ANPED. Revista Formação Docente, Belo Horizonte, v. 022, nº 03, p.152-159, ago./dez. 2010.
BAPTISTA, Lívia Márcia Tiva Rádis. Paradigma indiciário: contribuições para a investigação da construção das identidades de futuros professores de línguas. Signótica, Goiânia, v. 27, n. 2, p. 565–582, 2015. DOI: 10.5216/sig.v27i2.35551. Disponível em: https://revistas.ufg.br/sig/article/view/35551. Acesso: 26 nov. 2022.
BRANCO, Alessandra Batista de Godoi; et al. Alfabetização e Letramento Científico na BNCC e os desafios para uma Educação Científica e Tecnológica. Revista Valore, [S.l.], v. 3, p. 702-713, dez. 2018. ISSN 2526-043X. Disponível em: <https://revistavalore.emnuvens.com.br/valore/article/view/174>. Acesso: 26 abr. 2022.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP nº 2, de 1 de julho de 2015. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Diário Oficial União: seção 1, Brasília, DF, n. 124, p. 8-12, 02 jul. 2015.
BRASIL. Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 29 dez. 2008.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução nº 7, de 18 de dezembro de 2018. Estabelece as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira e regimenta o disposto na Meta 12.7 da Lei nº 13.005/2014, que aprova o Plano Nacional de Educação - PNE 2014-2024 e da outras providências. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 243, p. 49-50, 19 dez. 2018b.
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP nº 1, de 27 de outubro de 2020. Dispõe sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Continuada de Professores da Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Continuada de Professores da Educação Básica (BNC-Formação Continuada). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 208, p. 103, 29 out. 2020a.
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Secretaria Executiva. Resolução nº 02, de 20 de dezembro de 2019. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 28, p. 87-90, 10 fev. 2020b.
BUENO, Teresa Beatriz; SEDANO, Luciana. A Alfabetização Científica Inerente à Formação de Professores: o que dizem as pesquisas quanto às perspectivas para o Ensino de Ciências. Revista Brasileira de Ensino de Ciências e Matemática, v. 3, n. 2, 8 jul. 2020. Disponível em http://seer.upf.br/index.php/rbecm/article/view/10481. Acesso: 10 abr. 2021
CECCO, Bruna Larissa; et al. Panorama das Licenciaturas em Matemática nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia - IF - nas Regiões Sudeste e Sul: adequação à Resolução CNE-CP 02/2015. In: ZAIDAN, S. et al. (org.). A Licenciatura em Matemática no Brasil em 2019: análises dos projetos dos cursos que se adequaram à Resolução CNE/CP 02/2015. Brasília: Sociedade Brasileira de Educação Matemática, 2021. p. 339-383.
CHASSOT, Attico. Alfabetização científica: questões e desafios para a educação. 7. ed. Ijuí: Ed. Unijuí, 2016.
DE PAULA, Enio Freire; et al. Panorama das Licenciaturas em Matemática nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia- IF - nas Regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte: adequação à Resolução CNE-CP 02/2015. In: ZAIDAN, S. et al. A Licenciatura em Matemática no Brasil em 2019: análises dos projetos dos cursos que se adequaram à Resolução CNE/CP 02/2015. Brasília: Sociedade Brasileira de Educação Matemática, 2021. p. 300-338.
FARIAS, Isabel Maria Sabino de; GUIMARÃES, Marilia Duarte; MOURA, Ingrid Louback de Castro. Grupos de Pesquisa que investigam a formação de professores no Nordeste: quem são, o que produzem e como produzem. Práxis Educacional, Vitória da Conquista, v. 16, n. 43, p. 297-318, 2020. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/praxis/article/view/6500. Acesso: 10 abr. 2021
FIORENTINI, Dario; et al. O professor que ensina matemática como campo de estudo: concepções do projeto de pesquisa. In: FIORENTINI, D. PASSOS, C. L. B. & LIMA R. C. R. (Org.). Mapeamento da pesquisa acadêmica brasileira sobre o professor que ensina Matemática: período 2001 – 2012. Campinas, SP: FE/UNICAMP, 2016. Disponível em: <https://www.fe.unicamp.br/pf-fe/pf/subportais/biblioteca/fev-2017/e-book-mapeamento-pesquisa-pem.pdf.>. Acesso: 02 fev. 2017.
LEITE, Rosana Franzen; et al. Alfabetização científica da população: um desafio social. Revista Brasileira de Educação em Ciências e Educação Matemática, [S. l.], v. 5, n. 3, p. iii-vi, 2021. Disponível em: <https://e-revista.unioeste.br/index.php/rebecem/article/view/28550>. Acesso: 25 abr. 2022.
GATTI, Bernadete Angelina; BARRETO, Elba Siqueira de Sá. Professores do Brasil: impasses e desafios. Brasília: UNESCO, 2009.
GATTI, Bernadete Angelina. Formação de Professores no Brasil: Características e Problemas. Educação & Sociedade, Campinas, v.31, n.113, p.1355-1379, 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v31n113/16.pdf >. Acesso: dez. 2021.
GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas, sinais. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
KLEIN, Maiara Luisa LOPES, Anemari Roesler Luersen Vieira. Componentes Curriculares de Matemática e Ciências no curso de Pedagogia EAD: de que formação estamos falando?. Revista DoCEntes, v. 7, n. 17, p. 52-61, 2022. Disponível em: <https://revistadocentes.seduc.ce.gov.br/revistadocentes/article/view/599/180>. Acesso: 15 ago. 2023
LEANDRO, Everaldo Gomes; PASSOS, Cármen Lúcia Brancaglion. O paradigma indiciário para análise de narrativas. Educar em Revista, v. 37, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0104-4060.74611. Acesso: 10 Jan. 2023.
MUNHOZ, Angelica Viere; et al. Acerca da Alfabetização científica: representações e discursos no cotidiano de uma escola. Imagens da Educação, Maringá, v. 3, n. 3, p. 01-09. 2013.
PIMENTEL, Edna Furukawa; MONTENEGRO, Zilda Maria Coelho. Aproximações do paradigma indiciário com o pensamento Freiriano: uma construção possível?. Práxis Educacional, Vitória da Conquista, v. 3, n. 3, p. 181-194, 2007. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/index.php/praxis/article/view/537. Acesso: 12 mai. 2023.
RIZZI, Márcia Maria da Rosa Sanches da Silva. O ensino de ciências na promoção da alfabetização científica no contexto da educação infantil: aproximações a partir da BNCC. 2021. Dissertação (Mestrado em Formação Científica, Educacional e Tecnológica) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2021.
MORA, Ana Maria Sánchez. A divulgação da ciência como literatura. Rio de Janeiro: Casa da Ciência – Centro Cultural de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Editora UFRJ. 2003.
SASSERON, Lúcia Helena; CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. Alfabetização Científica: uma revisão bibliográfica. Investigações em Ensino de Ciências. Porto Alegre, v. 16, n. 1, p. 59-77, 2011.
TASSONI, Elvira Cristina Martins; ALMEIDA, Bruna Aparecida Alves. A Formação de Professores e os Grupos de Pesquisa: algumas tendências. Trabalho & Educação, Belo Horizonte, v. 29, n.1, p.95-109,2020. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/trabedu/article/view/12057. Acesso em: 21 jan. 2024.
UNESCO. Ensino de ciências: o futuro em risco. Disponível em http://unesdoc.unesco.org/images/0013/001399/139948por.pdf . Acesso: 02 dez. 2021.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
DECLARAÇÃO DE ORIGINALIDADE E EXCLUSIVIDADE E CESSÃO DE DIREITOS AUTORAIS
Declaro que o presente artigo é original e não foi submetido à publicação em qualquer outro periódico nacional ou internacional, quer seja em parte ou na íntegra. Declaro, ainda, que após publicado pela REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO, CULTURA E LINGUAGEM, ele jamais será submetido a outro periódico. Também tenho ciência que a submissão dos originais à (REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO, CULTURA E LINGUAGEM implica transferência dos direitos autorais da publicação digital. A não observância desse compromisso submeterá o infrator a sanções e penas previstas na Lei de Proteção de Direitos Autorais (nº 9610, de 19/02/98).
