Formação em farmacologia articulada à segurança do paciente

Autores

Resumo

O ato de medicar corresponde a grande parte do tempo de trabalho dos técnicos em Enfermagem e, além disso, envolve várias etapas complexas que aumentam a possibilidade de erros, eventos adversos e comprometimento da segurança do paciente. Nessa perspectiva, foi planejado, implementado e avaliado, por meio de projeto de extensão, uma capacitação que correlacionasse a disciplina de farmacologia à prática de preparo e administração de medicamentos, na perspectiva da segurança do paciente no âmbito da assistência à saúde. Assim, o objetivo deste artigo consistiu em relatar este projeto de extensão sobre um curso de farmacologia voltado a estudantes de curso técnico em Enfermagem. Este processo formativo se deu através do ensino a distância, na plataforma institucional Moodle®, com duração de cinco semanas. Os recursos pedagógicos empregados foram e-books, videoaulas, exercícios de fixação com feedback e interação com os alunos além da plataforma. Os conteúdos foram baseados na lista dos “certos da administração de medicamentos”, um check-list que aborda quais ações devem ser executadas para medicar o paciente corretamente. A partir de cada item desta lista de verificação foram abordados os conteúdos de farmacologia e como o técnico em Enfermagem poderia aplicar estes conhecimentos. As avaliações do método de ensino utilizado e do desempenho dos alunos, bem como os feedbacks dos participantes evidenciaram aquisição de conhecimentos e evolução na aprendizagem. Ademais, com o ensino a distância, foi possível ressignificar o ambiente de aprendizagem reconhecendo a potencialidade das ferramentas digitais para fomentar o processo de ensino-aprendizagem.

Biografia do Autor

Valeska Rodrigues Ramos, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Graduanda em Enfermagem na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. 

Rogério Dias Renovato, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Docente do curso de graduação em Enfermagem e coordenador do Mestrado Profissional em Ensino em Saúde
da UEMS de Dourados. Possui graduação em Farmácia pela UEM, mestrado em Engenharia de Produção pela
UFSC e doutorado em Educação pela UNICAMP.

Referências

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Boletim de Farmacovigilância: erros de medicação. 8. ed. Brasília, DF: ANVISA, 2020. Disponível em: http://antigo.anvisa.gov.br/documents/33868/2894786/Boletim+de+Farmacovigil%C3%A2ncia+n%C2%BA+08/a82130ea-7f22-4c41-af7c-d5047ad9891c. Acesso em: 21 set. 2020.

AGRA, G. et al. Análise do conceito de aprendizagem significativa à luz da teoria de Ausubel. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 72, n. 1, p. 258-65, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/reben/v72n1/pt_0034-7167-reben-72-01-0248.pdf. Acesso em: 25 set. 2020.

ANDRADE, M. J. P.; COUTINHO, C. P. A sala de aula invertida e suas implicações para o ensino. Revista Paidéia, v. 10, n. 17, 2018. Disponível em: https://periodicosunimes.unimesvirtual.com.br/index.php/paideia/article/view/810. Acesso em: 01 set. 2020.

ASSIS, M. A. et al. Dificuldades encontradas por auxiliares e técnicos de enfermagem para realização de cálculos de medicamentos. Revista Enfermagem Brasil, v. 17, n. 6, p. 561-567, 2018. Disponível em: https://portalatlanticaeditora.com.br/index.php/enfermagembrasil/article/view/708/pdf. Acesso em: 10 mar. 2021.

BRASIL. Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e dá outras providências. Brasília, DF: Câmara dos Deputados, 1986. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1980-1987/decreto-94406-8-junho-1987-444430-publicacaooriginal-1-pe.html. Acesso em: 27 fev. 2021.

BRASIL. Decreto nº 94.406, de 8 de junho de 1987. Regulamenta a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre o exercício da enfermagem, e dá outras providências. Brasília, DF: Câmara dos Deputados, 1987. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1980-1987/decreto-94406-8-junho-1987-444430-publicacaooriginal-1-pe.html. Acesso em: 27 fev. 2021.

BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 529, de 01 abril de 2013. Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 01 abr. 2013. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt0529_01_04_2013.html. Acesso em: 27 fev. 2021.

BRASIL. Conselho Federal De Enfermagem (COFEN). Resolução COFEN nº 564/2017. Código de ética dos profissionais de Enfermagem. Brasília, DF: COFEN, 2017. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-5642017_59145.html/print/. Acesso em: 27 fev. 2021.

FETTERMANN, F. A. et al. Potencialidades e fragilidades dos ambientes virtuais de aprendizagem no ensino em Enfermagem: revisão integrativa. The Journal of Health Informatics, [s. l.], v. 9, n. 4, p. 132-136, 2017.

MARINHO, C. M. et al. Porque ainda falar e buscar fazer extensão universitária? Revista de Extensão da UNIVASF, Petrolina, v. 7, n. 1, p. 212-140, 2019. Disponível em: http://200.133.3.238/index.php/extramuros/article/view/1310/7. Acesso em: 29 set. 2020.

OKAGAWA, F. S.; BOHOMOL, E.; CUNHA, I. S. K. O. Curso de especialização em gestão em enfermagem: propostas de melhorias segundo discentes. Revista Mineira de Enfermagem, [s. l.], v. 18, n. 2, p. 320-326, 2014. Disponível em: https://cdn.publisher.gn1.link/reme.org.br/pdf/v18n2a06.pdf. Acesso em: 09 mar. 2021.

OLIVEIRA, A. A. C. Evasão de um curso técnico de enfermagem: percepção de estudantes não concluintes. 2016. 91 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Mestrado Profissional em Educação nas Profissões da Saúde) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Sorocaba, 2016. Disponível em: https://tede.pucsp.br/bitstream/handle/19931/2/Amanda%20Aparecida%20Camargo%20de%20Oliveira.pdf. Acesso em: 09 mar. 2021.

PAULA, A. E. A. Cibercultura: linguagem digital e a influência da tecnologia na aprendizagem. 2019. 32 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Mídias na Educação) – Universidade Federal de São João Del-Rei, São João Del Rei, 2019. Disponível em: http://dspace.nead.ufsj.edu.br/trabalhospublicos/bitstream/handle/123456789/380/CIBERCULTURA%20linguagem%20digital%20e%20a%20influ%c3%aancia%20da%20tecnologia%20na%20aprendizagem.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 13 set. 2020.

SILVA, A. M. A. et al. Tecnologias móveis na área de enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, [s. l.], v. 71, n. 5, p. 2570-2578, 2018. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-71672018000502570&script=sci_arttext&tlng=pt. Acesso em: 09 mar. 2021.

SILVEIRA, M. S.; COGO, A. L. P. Contribuições das tecnologias educacionais digitais no ensino de habilidades de enfermagem: revisão integrativa. Revista Gaúcha de Enfermagem, [s. l.], v. 38, n. 2, 2017. Disponível em: http://www.revenf.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-14472017000200501. Acesso em: 13 set. 2020.

WAISBECK, T. M. B. Qualidade e segurança assistencial: como promover na prática. Palestra proferida no XI Board Review In Medical Oncology do Hospital Israelita Albert Einstein. São Paulo, 29 de jul. 2020. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=YM0BvdbjE98&list=PLsQVVwxCwxOMmf6pZZtgqH9vTygAQRvt-&index=2. Acesso em: 26 set. 2020.

WEGNER, W. et al. Educação para cultura de segurança do paciente: implicações para a formação profissional. Revista Escola Anna Nery, [s. l.], v. 20, n. 3, e20160068, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/ean/v20n3/1414-8145-ean-20-03-20160068.pdf. Acesso em: 26 set. 2020.

Downloads

Publicado

05/11/2021

Como Citar

Ramos, V. R., & Renovato, R. D. (2021). Formação em farmacologia articulada à segurança do paciente. BARBAQUÁ, 3(6), 8–23. Recuperado de https://periodicosonline.uems.br/index.php/barbaqua/article/view/5693

Edição

Seção

Artigos