REESCRITA TEXTUAL: UM DIÁLOGO ENTRE A PRÁTICA DOCENTE E A DISCENTE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26514/inter.v10i28.3191

Palavras-chave:

Produção de texto, reescrita textual, correção de texto, análise crítica.

Resumo

Este artigo tem como objetivo discutir a relevância ou não da reescrita de textos produzidos por alunos, para o aprimoramento de suas produções, na esfera escolar, considerando como objeto de investigação o processo de produção textual, desde sua primeira versão até sua reelaboração, por meio da análise de textos de alunos do 9º Ano do Ensino Fundamental II, a partir dos apontamentos feitos pelo professor, por meio de sua correção. Procurou-se compreender o diálogo estabelecido entre o aluno e o professor e entre o professor e o aluno, durante o processo de elaboração, correção e reelaboração do texto. Entretanto, ao comparar as produções textuais reelaboradas, percebe-se que em algumas há, de fato, a melhoria do texto, porém em outras, há um retrocesso. Os fundamentos teóricos que deram suporte para essa análise, principalmente, foram os estudos sobre reescrita de Cavalcanti (2015) e sobre correção de Ruiz (2015), entre outros. Pelas observações feitas, notou-se que a estratégia de correção escolhida pelo professor tem influência na dinâmica adotada pelo aluno em sua reescrita. Infelizmente, os dados obtidos mostraram que, em sua maioria os alunos não demonstram grande esforço e envolvimento com esse tipo de atividade.

Biografia do Autor

Claudine Alves Willemann, Universidade de São Paulo - USP

Licenciada em Letras pela Universidade Católica Dom Bosco - MS (1999); é especialista em Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal - MS (2003). Devido ao grande interesse pela linguagem escrita, cursou a Extensão Universitária em Análise do Discurso: O que é, como se faz? Leitura e Escrita pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2016) e, atualmente, é mestranda no Instituto de Psicologia da USP, desenvolvendo pesquisa na área da aquisição da linguagem escrita. Com carreira desenvolvida na atividade docente, já foi professora do Ensino Fundamental I e II, nos estados de Mato Grosso do Sul e Goiás, e hoje atua como professora de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental II e Ensino Médio no Colégio Vértice, em São Paulo.

Referências

BENVENISTE, Émile. Da subjetividade na linguagem. In: ______. Problemas de linguística geral I. 5. ed. Campinas: Pontes Editores, 2005, p. 284- 293.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Educação é a Base. Brasília, MEC/CONSED/UNDIME, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf. Acesso em 05 nov. 2018.

CAVALCANTI, Jauranice Rodrigues. Professor, leitura e escrita. São Paulo: Contexto, 2015.

CAYSER, Elisane Regina; CRESTANI, Luciana Maria; DIEDRICH, Marlete Sandra. As formas de intervenção do professor no texto do aluno e a construção da intersubjetividade. Fórum linguistic., Florianópolis, v.13, n.3, p.1415 - 1429 , jul./ set.2016.Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/forum/article/viewFile/19848412.2016v13n3p1415/32722. Acesso em 01 nov. 2018.

FERREIRA, Elisa Cristina Amorim; ARAUJO, Denise Lino de. O (não) funcionamento da reescrita em textos produzidos por licenciandos em letras. Trab. linguist. apl. [online]. 2014, vol.53, n.1, pp.201-224. ISSN 2175-764X. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010318132014000100011&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em 04 nov. 2018.

RUIZ, Eliana Donaio. Como corrigir redações na escola: uma proposta textual-interativa. São Paulo: Contexto, 2015.

Downloads

Publicado

2019-06-26

Como Citar

Alves Willemann, C. (2019). REESCRITA TEXTUAL: UM DIÁLOGO ENTRE A PRÁTICA DOCENTE E A DISCENTE. INTERFACES DA EDUCAÇÃO, 10(28), 117–143. https://doi.org/10.26514/inter.v10i28.3191