A formação continuada em serviço na percepção de professores da área de ciências da natureza

Visualizações: 1768

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26514/inter.v10i30.4007

Palavras-chave:

Ensino Médio, Ciências da Natureza, Valorização, Planejamento.

Resumo

A pesquisa tem como objetivo mostrar a percepção de professores de Ciências da Natureza sobre um tipo de formação continuada, por meio do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio (Pnem)/Universidade Formadora, cuja finalidade era realizar um curso de formação em serviço. A pesquisa foi realizada com vinte professores da área de Ciências da Natureza egressos do Pnem, que responderam a uma entrevista semiestruturada, cujos dados foram analisados pela metodologia de Análise Textual Discursiva. Os resultados mostram que, na área de Ciências da Natureza, há falta de professores com formação na disciplina em que atuam, sendo as propostas de formação continuada, que visam atualizar/capacitar os professores, incapazes de promover o seu desenvolvimento profissional, o que caracteriza uma desvalorização pela formação. No caso do Pnem, os resultados da proposta não foram considerados satisfatórios pelos professores, pela falta de tempo para estudos dos cadernos de atividades e pela falta de acompanhamento da universidade após a interrupção do programa. Nesse sentido, entendemos que a formação deveria ser permanente, com espaço e tempo, tanto para formação, quanto para o planejamento coletivo de projetos de ensino, o que pode ser garantido pela gestão democrática da escola.

Biografia do Autor

Lisete Funari Dias, Universidade Federal do Pampa

Professora do Magistério Superior da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Licenciada em Física e Doutora em Educação em Ciências pela UFRGS.

Maira Ferreira, Universidade Federal de Pelotas

Professora do Magistério Superior da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Licenciada em Química e Doutora em Educação pela UFRGS.

Referências

BRASIL. Resolução Nº 3, de 21 de Novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC/SEB. 2018. Disponível em: <http://novoensinomedio.mec.gov.br/resources/downloads/pdf/dcnem.pdf>. Acesso em: 13 jan. 2019.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (versão final). Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf>. Acesso em: 12 jan. 2019.

BRASIL. Resolução CNE/CP nº 2, de 22 de dezembro de 2017. Institui e orienta a implantação da Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB. 2017. Disponível em:<http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/historico/RESOLUCAOCNE_CP222DEDEZEMBRODE2017.pdf >. Acesso em: 12 jan. 2019.

BRASIL. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 25 jun. 2014a. p.1.

BRASIL. Formação de professores do ensino médio, Etapa II - Caderno III: Ciências da Natureza; [autores: Daniela Lopes Scarpa... et al.]. Curitiba: UFPR/Setor de Educação, 2014b, p.48.

BRASIL. Portaria nº 1140, de 22 de novembro de 2013. Institui o Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. Brasília, DF. 25 nov. 2013a, nº 228, Seção 1, p. 24.

BRASIL. Formação de professores do ensino médio, etapa I - caderno IV : áreas de conhecimento e integração curricular. [autores: Marise Nogueira Ramos, Denise de Freitas, Alice Helena Campos Pierson]. Curitiba: UFPR/Setor de Educação, 2013b.

BRASIL. Resolução nº 2, de 30 de janeiro 2012. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 15 de jun. 2012. Seção 1, p.10.

BRASIL. Resolução nº 4, de 13 de julho de 2010. Define Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 14 jul. 2010, Seção 1, p. 824.

BRASIL. Política Nacional de Valorização dos Trabalhadores da Educação. Brasília: MEC/SEB, 2005. Disponível em < http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/valtrabedu_pol.pdf>. Acesso em: 15 mai. 2016.

BRASIL. Lei 9394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: Presidência da República.1996.

CARRASCOSA, J. Análise da formação continuada e permanente dos professores de Ciências Ibero-Americanos. In: Menezes, L. C. (org.). Formação continuada de professores de Ciências no contexto Ibero-Americano. São Paulo, SP: Nupes, 1996.

AUTOR 1. (referência omitida para evitar a identificação dos autores do trabalho), 2018.

AUTOR 1; AUTOR 2. (referência omitida para evitar a identificação dos autores do trabalho), 2017.

FORMOSINHO, J. M. Formação de professores: aprendizagem profissional e acção docente. Porto: Porto, 2009.

FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 2005.

GARCIA, C. M. Formação de professores para uma mudança educativa. Tradução Isabel Narciso. Porto, Portugal: Porto, 1999.

GATTI, B. A.. Didática e formação de professores: provocações. Cadernos de pesquisa. v.47, n. 166, out./dez, 2017. p. 1150-1164.

GATTI, B. A.; BARRETO, E. S. A.; ANDRÉ, M. (Coord.). Professores do Brasil: impasses e desafios. Brasília: UNESCO, 2009.

GIL- PÈREZ, D. Orientações Didáticas para a Formação Continuada de professores de Ciências. In: MENEZES, L. C. (org.). Formação continuada de professores de Ciências no contexto Ibero-Americano. Campinas, SP: Autores Associados; São Paulo, SP: Nupes, 1996. p. 71-82

IMBERNÓN, F. Formação permanente do professorado: novas tendências. São Paulo: Cortez, 2009.

MENEZES, L. C. Características convergentes no Ensino de Ciências nos países Ibero-Americanos e na formação de seus professores. In: Menezes, L.C. (org.). Formação continuada de professores de Ciências no contexto Ibero-Americano. Campinas, SP: Autores Associados; São Paulo, SP: Nupes, 1996. p.45-58.

MORAES, R.; GALIAZZI, M. C. Análise Textual Discursiva. 2ª Edição. Ijui: Unijui, 2014.

MORESI, E. (Org). Metodologia da Pesquisa. Brasília: Universidade Católica de Brasília. Programa de Pós Graduação Stricto Sensu em Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação, 2003.

MOZENA, E. R.; OSTERMANN, F. Uma revisão bibliográfica sobre a interdisciplinaridade no ensino das ciências da natureza. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências (Belo Horizonte), v. 16, n. 2, Ago, 2014. p. 185 – 206.

NÓVOA, A. (Org.). Os professores e a sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1995.

SANTOMÉ, J. T. Globalização e interdisciplinaridade: O currículo Integrado. Porto Alegre: Artes Médicas Sul Ltda, 1998.

.

Downloads

Publicado

17-07-2020

Como Citar

Dias, L. F., & Ferreira, M. (2020). A formação continuada em serviço na percepção de professores da área de ciências da natureza. INTERFACES DA EDUCAÇÃO, 10(30), 268–289. https://doi.org/10.26514/inter.v10i30.4007